
Visto via Amazon Prime Video em 14-AGO-2026, Sexta-feira
É possível contar nos dedos os filmes produzidos para o mainstream atual que lançam mão de uma estética abusada que envolve violência e exploitation, ainda mais de um estúdio de alma estadunidense. Nessa safra extremamente rara, eis que esse X - A Marca da Morte chega para ocupar um espaço de grande relevância, pois entrega exatamente aquilo que os fãs desse subgênero sempre apreciaram. Ambientada em 1979, a história acompanha um grupo que deseja produzir um filme pornográfico e, para isso, aluga uma casa isolada numa fazenda habitada somente por um casal de idosos. À medida em que as filmagens avançam, no entanto, fica muito claro que os anfitriões não são exatamente quem eles acreditam ser. Abusado na nudez porém sem ser explícito, o longa é uma verdadeira homenagem moderna a clássicos como O Massacre da Serra Elétrica. Além disso, o filme vai muito além em matéria de diversidade dramática pelo modo como aborda a libertinagem e o puritanismo, com especial foco no contraste entre juventude e velhice. Ou seja, sob toda a violência e o gore existe uma tentativa muito bem-sucedida de entregar algo que reverbera fora do gênero ao qual o filme pertence. Mia Goth, como o principal nome do elenco, ganhou fama mundial ao interpretar dois papeis de maneira impressionante (a atriz ambiciosa e a idosa enigmática).
X foi rapidamente seguido por uma prequel chamada Pearl, que relata o passado da velhinha sinistra, e por um terceiro filme chamado MaXXXine, que dá sequência direta aos eventos deste filme.