
Visto via Netflix em 1-JAN-2016, Sexta-feira
Filmes sobre cidadezinhas encapetadas que atraem visitantes inocentes são praticamente um subgênero dentro do cinema de horror norteamericano, e esse Boca do Inferno é somente mais um que não se destaca em meio à multidão. A culpa disso recai sobre o ritmo lento demais e sobre o insípido trabalho de direção, que com exceção de Rebekah Brandes se recusa a dar qualquer coisa para os demais membros do elenco poderem trabalhar e demonstrar um mínimo de engajamento com o roteiro de botequim. Brandes é a filha adolescente do novo pastor (James Tupper) que acaba de chegar à cidadezinha de Stull para substituir o clérigo prestes a se ausentar (Clancy Brown). Atraída pelo garoto bombado da fazenda vizinha (Ethan Peck), ela é a única com cérebro suficiente para perceber que há algo muito errado acontecendo com o lugar e com todas as pessoas ao seu redor. Enquanto Anne Heche recebe top billing sem fazer coisa alguma e a história recorre aos clichês de sempre envolvendo pesadelos, cujo único propósito é justificar o investimento em efeitos especiais e maquiagem, a curiosidade maior é a presença do guitarrista Slash como produtor e co-compositor da apagada trilha sonora. De resto, Boca do Inferno consegue ao menos ter uma passagem corajosa – para o enlatado cinema norteamericano, pelo menos – envolvendo o destino de um dos personagens.