
Visto no cinema em 28-ABR-2011, Quinta-feira, sala 1 do Multiplex Pantanal
Pelo trailer, achei que Sobrenatural (título ridículo da gota) seria uma das já inevitáveis cópias de Atividade Paranormal, mas logo que os créditos iniciais apareceram meu ânimo melhorou. Afinal, quem está por trás do filme é a equipe responsável pela criação da série Jogos Mortais. Outro bom sinal foi a trilha sonora estridente da abertura, que remete ao estilo clássico de filmes de assombração e da qual sinto falta em longas de terror atuais. A história começa quando o filho primogênito de uma família que acaba de se mudar para uma nova casa cai no sono certa noite e se recusa a despertar no outro dia. A mãe (Rose Byrne) passa a ouvir vozes e ver vultos estranhos pela casa, enquanto o ceticismo do pai (Patrick Wilson) não permite que ele enxergue o que está acontecendo com a esposa. O mistério se afunila e acaba trazendo outras pessoas para dentro do conflito, cuja natureza pode não ser aquela a que todos os espectadores estão acostumados nesse tipo de trabalho. Sem sangue e com sustos genuínos, Sobrenatural chama a atenção pela ambientação sinistra, que perde um pouco a força devido a alguns saltos narrativos que poderiam ser melhor trabalhados. Mesmo assim, o efeito macabro é suficiente para garantir a diversão para quem curte uma boa história de fantasmas.