
Visto no cinema em 20-JUL-2008, Domingo, sala 4 do Multiplex Pantanal
Com uma intenção louvável, que tenta imprimir um pouco da tridimensionalidade que os heróis de HQs acabaram incorporando nos anos recentes, Hancock apresenta uma releitura do mito do Super-Homem, desta vez à mercê de preocupações e vícios mundanos. No papel do personagem-título, Will Smith não faz muita coisa além de caras e bocas, falando pouco e provavelmente tendo se divertido um bocado ao filmar os efeitos especiais de vôos e lutas. Por qualquer lado que se olhe, no entanto, Hancock não consegue cumprir o que promete, seja como comédia ou como pastiche de super-herói. É bem capaz da platéia acabar simpatizando mais com o relações-públicas sonhador feito por Jason Bateman do que com o herói beberrão. A falta de um inimigo à altura do cara é provavelmente a maior falha do filme, que não pode contar simplesmente com a ajuda e a beleza de Charlize Theron, aliada a uma grande surpresa, como alavanca de conflito. Outra coisa que muita gente também pode estranhar é o modo como o diretor Peter Berg abusa dos closes, na tentativa de transmitir a angústia de seus personagens. Bem, talvez esse pessoal consiga melhorar o material na continuação, já que o potencial não é de todo desprezível.