Visto no cinema em 18-DEZ-2009, Sexta-feira, sala 6 do Multiplex Pantanal
A espera foi extensa, e o nível de detalhes e excelência alardeado pela produção de Avatar apontava tanto para um sucesso estrondoso quanto para um retumbante fracasso. Depois de finalmente poder conferir o longa em 3D – como envisionado por James Cameron – é muito bom constatar que as expectativas são plenamente atendidas, do apuro técnico à história ambiciosa, que prega a revolta da natureza contra a ganância insensata da humanidade. No futuro, as forças militares da Terra patrulham outros planetas em busca de riquezas. Um ex-fuzileiro paraplégico (Sam Worthington) é escolhido para substituir o irmão gêmeo num projeto de exploração em Pandora, onde ele irá controlar um nativo geneticamente cultivado (um "avatar") através de uma conexão mental. Ele se insere na cultura dos extra-terrestres, a tribo dos Omaticaya, e repassa informações tanto ao general do projeto (Stephen Lang) quanto à líder da equipe de cientistas exploradores (Sigourney Weaver), mas chega numa encruzilhada quando os humanos decidem tomar o que querem à força, para isso destruindo o lar dos seres que o aceitaram como um igual.
A história não possui nada de novo ou diferente em relação a tantos outros contos de ficção científica já concebidos para o cinema. Mas ela é, com toda a certeza, executada com extrema competência, enquanto Cameron não se furta a desenvolver os personagens da melhor maneira possível. Confesso que eu tinha receio quanto ao nível de realismo na representação física dos seres azuis, mas tudo é feito com tanto esmero que logo de cara o filme ganha a plateia, independente dos acachapantes efeitos visuais. Sam Worthington consegue mostrar um carisma que eu não achava que ele tinha, liderando um elenco que se mostra à vontade, alguns deles em papéis memoráveis.
Não se enganem, Avatar deve funcionar bem numa tela normal, mas a verdadeira experiência consiste em assisti-lo numa tela grande, em 3D.