Mais uma nova opção de cinema em Cuiabá

Desde que o shopping de Várzea Grande (município conurbado a Cuiabá) foi inaugurado no mês passado, a população cinéfila cuiabana conta com mais uma alternativa para assistir aos blockbusters de Hollywood.

A rede que assumiu as salas do shopping é a Cineflix, cujo link para a programação coloco abaixo e já consta na tabela lateral de links da página:

Cineflix Várzea Grande - Clique para ir

Infelizmente, tal qual acontece em 75% dos cinemas da capital mato-grossense, o foco dessas novas salas está em filmes dublados, com poucas sessões exibidas com áudio original e legendas.

Que triste é a realidade cultural de nosso país.

Texto postado por Edward em 28 de Dezembro de 2015
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Mais um novo blogue spin-off

Assim como aconteceu há alguns anos atrás, quando um assunto passou a tomar mais espaço desse website e deu origem a um novo canto da blogosfera mais obscura, anuncio que estou dando início a mais um novo projeto.

O novo projeto é este:

http://diariodeumenofilo.blogspot.com

Neste novo blogue vou estar escrevendo em PT-BR sobre minhas experiências de aprendizado enófilo.

Aos (poucos) leitores que se interessarem, sugiro que marquem essa nova página porque não mais escreverei sobre vinhos por aqui.

Saúde!

Texto postado por Edward em 25 de Outubro de 2015
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Vinícolas visitadas no Chile e na Argentina - AGO-2015

Em nosso último passeio de férias em terras andinas escolhemos algumas vinícolas para visitar, algumas mais famosas e outras nem tanto. Os destinos: Santiago no Chile e Mendoza na Argentina.

A experiência e o aprendizado foram fantásticos, assim como as recordações que ficam. Cada vinícola ou bodega tem sua particularidade. Nas visitações algumas dão mais importância ao maquinário, outras ao vinhedo propriamente dito, algumas cobram pela visitação, outras não. Independente disso, todas têm em comum a característica singular de procurar demonstrar como são cuidadosas ao elaborar seus vinhos mais importantes.

Preparem-se, pois esta será uma postagem longa, em texto e fotografias.

 

Concha y Toro (CHI)

A visita foi agendada para o primeiro horário de uma Sexta-feira, às 10h00. Chegamos cedo e não havia mais ninguém, mas quando estávamos começando o passeio levamos um susto ao ver uma manada de turistas apontando pela entrada principal. Parecia estouro de boiada! O susto foi breve, pois de acordo com a guia aquela era outra turma, de outro horário. Pouco depois juntou-se a nós um casal de mais idade, brasileiros de São Paulo, então fomos somente nós quatro durante o resto do trajeto, que comprrendeu uma caminhada rápida pela parte externa ao casarão antigo da propriedade e pela encruzilhada de videiras preparada para os visitantes.

Seguiu-se a primeira degustação, do Trio Sauvignon Blanc de três terroirs – uma exclusividade da linha que de acordo com a guia não chega ao Brasil (os Trios exportados são todos trivarietais). Depois fomos conduzidos às caves internas da vinícola, que compreendeu uma série de salas de barricas e o famoso Casillero del Diablo (esconderijo do diabo), que fez a fama da Concha y Toro e dá nome a uma das marcas de vinho mais conhecidas do Chile e do mundo. Mais coisa de turista impossível, porém extremamente válido principalmente porque estávamos praticamente sozinhos ouvindo os ruídos produzidos pelo sisteminha de som. Se não me engano, as duas outras degustações que se seguiram foram de um Carmenère da linha Marquês de Casa Concha e de um Terrunyo Cabernet Sauvignon, este último realmente excepcional.

Seguindo nossa programação de passeio, almoçamos no restaurante da própria vinícola. Havia muita gente degustando petiscos ou mesmo almoçando nas mesas da parte de fora do restaurante, mas como o sol já estava um pouco alto decidimos entrar e curtir o conforto de uma mesa. Detalhe interessante: assim como no restante dos lugares de Santiago que visitamos, a cozinha do restaurante só começa a funcionar para os pratos principais a partir do meio-dia. A decoração do restaurante da vinícola é simples porém muito bem-feita, e ao contrário do que se pode pensar para um lugar tão turístico os preços não estavam abusivos. Nossa escolha de garrafa: Marquês de Casa Concha Chardonnay 2013.

Na saída passamos algum tempo na lojinha para escolher alguns rótulos. Eu esperava encontrar todos os vinhos do portfólio que você vê no site da Concha y Toro, mas não foi isso o que aconteceu. A seleção disponível para venda é mais restrita, mas nem por isso menos memorável.

Concha y Toro - No estacionamento da recepção
No estacionamento da recepção da Concha y Toro
Concha y Toro - A visitação
Momentos da visitação
Concha y Toro - Conhecendo o interior
Conhecendo o interior da Concha y Toro
Concha y Toro - Área externa ao restaurante
A área externa ao restaurante
Concha y Toro - Restaurante
Almoço!
Concha y Toro - Marques de Casa Concha Chardonnay 2013
Acompanhando o almoço: Marques de Casa Concha Chardonnay 2013

Cousiño-Macul (CHI)

Saindo da Concha y Toro já no meio da tarde, fomos direto à Cousiño-Macul para conferir a visitação com degustação premium. O grupo que se formou para acompanhar a visita já era mais numeroso, com pessoas de diversas nacionalidades. Começando do lado de fora da vinícola por um breve resumo de sua história, fomos levados à área interna de barricas tombadas como patrimônio histórico do país, e daí aos tanques e barricas de produção. Vislumbramos a sala onde fica a cave de vinhos exclusivos dos donos e um mini-museu com vários itens de outros tempos da indústria vitivinícola chilena.

Em seguida fomos separados do grupo e encaminhados a uma sala adjacente ao próprio hall da recepção, destinada à degustação premium. Além de cinco rótulos distintos, à mesa estava uma seção de queijos, pães e frutas secas destinados à harmonização com os vinhos. Muito solícito, nosso guia respondeu a todas as nossas perguntas e inclusive indicou restaurantes e lojas que poderiam ser visitadas mais tarde.

Cousiño-Macul
Eu estive na Cousiño-Macul!
Cousiño-Macul - Tanques de aço inox
Os tanques de aço inox da Cousiño-Macul
Cousiño-Macul - Sala de barricas
Visita à sala de barricas
Cousiño-Macul - Degustação premium
Cousiño-Macul: Degustação premium prestes a começar!
Cousiño-Macul - Degustação premium
Da esquerda para a direita:
Finis Terrae (blend de Cabernet Sauvignon e Merlot) 2011
Antiguas Reservas Merlot 2013
Don Matías Reserva Syrah 2014
Antiguas Reservas Chardonnay 2014
Isidora Riesling 2014

INTERLÚDIO

No passeio de van que fizemos para Valparaíso e Viña del Mar, no Valle de Casablanca, fica localizada uma loja de vinhos chamada Río Tinto, que vende rótulos de todo o Chile a preços muitas vezes mais convidativos que nas próprias vinícolas. Solicitada por todos no grupo, a parada lá foi obrigatória para que pudéssemos engordar um pouco mais nossas adegas. O lugar também funciona como bar e restaurante.

FIM DO INTERLÚDIO

 

Casarena (ARG)

Ainda sentindo a brisa fria da manhã de Mendoza, iniciamos a nossa primeira visita na região de Luján de Cuyo nesta bodega bem estruturada, na companhia de outro casal de brasileiros do Rio Grande do Norte. O guia nos explicou todo o processo e falou sobre as cepas cultivadas na vinícola, mas o ponto alto foi a degustação dos vinhos que ainda estavam em processo de envelhecimento nos tanques de aço inox. Tiramos o líquido diretamente das torneirinhas dos tanques, tanto um tinto (Malbec colhido em 2015) quanto um branco (Blanc de Blancs 2014 composto em sua maior parte por Chardonnay), atestando a natureza áspero do produto que ainda não está pronto para ir à garrafa. Fomos também apresentados à experiência mais recente dos enólogos da Casarena, a produção de uma nova linha Rosé em ovo de concreto.

Terminamos com uma agradável degustação na sala de exposição e vendas. Os vendedores estavam muito bem preparados para atender àqueles que se norteiam por pontuações de revistas especializadas como Wine Spectator ou Robert Parker, apontando nos guias os prêmios e menções honrosas conferidos aos seus melhores rótulos.

Casarena - Entrada
Chegando à Casarena Bodega y Viñedos
Casarena - Provando o Blanc de Blancs
Provando o Blanc de Blancs em estágio intermediário de evolução
Casarena - Ovo de concreto
Experiência com ovo de concreto em um novo rótulo rosé
Casarena - Sala de barricas
As barricas abrigam o néctar!
Casarena - Passeio, degustação e mimo
Momentos do passeio e da degustação, com um mensagem de mimo para os visitantes brasileiros

Clos de Chacras (ARG)

De característica ainda mais intimista, a bodega-boutique Clos de Chacras nos recebeu para um passeio na hora do almoço. Ali mesmo no pátio, ao lado do restaurante, são explicados como é o processo de recepção das uvas e como funciona o maquinário que faz a sua separação. Em seguida fomos levados aos corredores onde ficam os tanques de concreto antigos (que não mais funcionam) e aos tanques onde ocorre de fato a fermentação e o envelhecimento dos vinhos. Presenciamos os trabalhos de remoção de lotes e também a trasfega por meio de mangueiras.

Nosso almoço no restaurante da Clos de Chacras foi em três passos, com entrada, prato principal e sobremesa harmonizados com três variedades distintas de vinho. Tudo de muito bom gosto e muito bem servido, com ótimo atendimento. Na saída, o jeito foi escolher mais um par de rótulos para levar pra casa.

Clos de Chacras - Muito Malbec!
É muito Malbec!
Clos de Chacras - Caves de concreto desativadas
Caves de concreto desativadas da Clos de Chacras
Clos de Chacras - Esperando pelo almoço
É chegado o momento do almoço
Clos de Chacras - Entrada com Cavas de Crianza Malbec Rosé
Cavas de Crianza Malbec Rosé, como acompanhamento da entrada
Clos de Chacras - Almoço
As delícias do almoço na Clos de Chacras

Achaval-Ferrer (ARG)

Nos últimos anos a Achaval-Ferrer viu seu nome figurar em várias listas de melhores da Argentina, e não é para menos. A vista na chegada da vinícola é belíssima, o que quase nos deu tristeza por estarmos fazendo a visitação ao final do inverno. As degustações, realizadas na varanda da recepção, convidam à contemplação do horizonte enquanto as taças são preenchidas com rótulos de renome como Bella Vista, Mirador e Quimera. Dali mesmo o guia nos levou à área interna da bodega, para um vislumbre rápido do processo e uma rodada rápida de perguntas e respostas. Teríamos ficado um pouco decepcionados se tivéssemos escolhido a Achaval-Ferrer como primeiro destino do dia, mas como já estávamos relativamente alegres devida às estripulias alcoolicas não nos importamos muito com isso.

Além das obrigatórias garrafas de vinho, levamos para casa também o espetacular azeite da Achaval.

Achaval-Ferrer
Chegando à Achaval-Ferrer
Achaval-Ferrer - Degustação
Hora de provar os vinhos!
Achaval-Ferrer - Quimera 2011
Sentindo os aromas do Quimera 2011
Achaval-Ferrer - Barricas
No galpão de barricas da Achaval-Ferrer
Achaval-Ferrer - Vista para a cordilheira
Vista para a cordilheira ao final do inverno mendocino

Domiciano de Barrancas (ARG)

Domiciano de Barrancas foi a primeira bodega visitada num dia dedicado à sub-região de Maipú. Começamos pela área externa, próxima aos vinhedos, e depois fomos apresentados à linha de produção, que conta com um enorme tanque de concreto que parece inteiriço mas é subdividido internamente e acessado pelos túneis na parte inferior da bodega. Uma das particularidades desta vinícola, a qual é amplamente divulgada tanto na visita quanto no material de divulgação, é que a colheita das uvas é executada durante o período noturno, teoricamente para aproveitar ao máximo o frescor dos bagos e assim produzir vinhos mais frescos e representativos de seu terroir.

Já na sala de degustação, provamos toda a linha de tintos e o Chardonnay, que é a única variedade branca com a qual eles trabalham. A guia teve a cortesia de nos mostrar os famosos chips de carvalho que são utilizados nos tanques de aço inox para passar os aromas amadeirados aos vinhos sem que estes tenham que ser envelhecidos em barricas propriamente ditas (uma prática que nem sempre é divulgada ou mesmo admitida por muitas vinícolas).

Domiciano de Barrancas - A manhã no vinhedo
A manhã diante das vinhas da Domiciano de Barrancas ao final do inverno
Domiciano de Barrancas - Tanque de concreto
O enorme tanque de concreto da vinícola
Domiciano de Barrancas - Sob os tanques de concreto
Frio abaixo dos tanques!
Domiciano de Barrancas - Degustação
Hora de degustação
Domiciano de Barrancas - Chips de carvalho
Uma amostra dos chips de carvalho que são usados em tanques de aço para passar os aromas e sabores da madeira

Domaine St. Diego (ARG)

Fantástica bodega de administração completamente familiar, a Domaine St. Diego é tão pequena que vende seus vinhos somente em alguns restaurantes locais e ali mesmo. Caminhamos ao longo dos parreirais em companhia da Laura, filha do enólogo e proprietário, enquanto ela explicava com riqueza de detalhes todo o processo de produção, das raízes da planta ao engarrafamento final, passando ainda pelo terroir, pelo processo de irrigação e pela distribuição das vinhas nos vários parreirais.

Além do passeio enófilo ganhamos também uma aula sobre o processo de produção de azeites, que aprovamos e trouxemos conosco. Sobre os ótimos vinhos, um destaque especial vai para o espumante feito exclusivamente com a variedade local Patricia, que faz parte da ousada linha Paradigma.

Domaine St. Diego - Bem-vindos!
Bem-vindos à Domaine S. Diego, bodega de família
Domaine St. Diego - Em meio às oliveiras e aos parreirais dormentes
Em meio às oliveiras e aos parreirais dormentes
Domaine St. Diego - Degustação extra de azeites de oliva
Degustação extra de azeites de oliva
Domaine St. Diego - Vinhas de Malbec, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc
Vinhas de Malbec, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc que entram na composição do tinto Paradigma
Domaine St. Diego - Caixas de espumante de uva Patricia
Caixas de espumante de uva Patricia

Finca Agostino (ARG)

Para encerrar o dia e as aventuras enófilas na Argentina escolhemos a Finca Agostino, que não chega a ser tão pequena assim. A estrutura é respeitável, com um casarão que está prestes a se tornar um hotel de luxo e um restaurante igualmente chique. Depois de observamos a extensão da propriedade a partir do deck de madeira localizado sobre a loja, nossa guia nos conduziu através de toda a instalação de vinificação, da área externa onde as uvas são recebidas até os tanques e barricas onde os vinhos são envelhecidos.

A degustação acabou acontecendo durante o próprio almoço, um menu de cinco etapas e cinco harmonizações diferentes. Sinceramente, a refeição perfeita para encerrar as férias na Argentina. E depois ainda degustamos mais alguns rótulos na loja, antes de voltarmos ao hotel para nos recuperar da farra enófila.

Finca Agostino
Chegando à Finca Agostino
Finca Agostino - Paisagens de cartão-postal
Paisagens de cartão-postal na Finca Agostino
Finca Agostino - Preparando-se para o almoço
Preparando-se para o almoço
Finca Agostino - Prato principal, harmonizado com o Agostino Familia Gran Reserva 2012
Prato principal, harmonizado com o Agostino Familia Gran Reserva 2012
Finca Agostino - Momentos do final de mais um dia de muita enofilia e boa mesa
Momentos selecionados do final de mais um dia de muita enofilia e boa mesa

Como vocês puderam ver, fica aqui nossa dica de dois destinos turísticos fantásticos para os verdadeiros amantes do vinho.

Saúde!

Texto postado por Edward em 15 de Outubro de 2015
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Faith No More - Espaço das Américas, São Paulo, 24-SET-2015

No último dia 24 de Setembro, Quinta-feira, o Faith No More esteve em São Paulo para um show no Espaço das Américas, evento ao qual este felizardo escriba compareceu.

Somente para situar os leitores que não são muito familiarizados com a história recente da banda, o show fez parte da turnê de divulgação do álbum Sol Invictus, lançado em Maio deste ano, e serviu como aperitivo para a apresentação que eles fariam no dia seguinte no palco principal do Rock in Rio. Sim, aquele show que já está eternamente marcado pelo tombo de Mike Patton ao executar um mosh mal calculado logo no início da apresentação.

Ao contrário da recepção morna do público no show do Rock in Rio, que a meu ver não mudaria em nada mesmo se o já famoso tombo não tivesse acontecido, o show de São Paulo foi fantástico, principalmente pelo fato de ter sido em menor escala e contar com uma audiência de verdadeiros fãs da banda. O Espaço das Américas lotou, pelo menos foi o que deu para perceber de onde eu estava próximo ao palco (entre o Jon Hudson e o Mike Bordin). Achei a estrutura do Espaço das Américas muito boa, com um ar-condicionado que funcionou muito bem até o momento do início do show propriamente dito. Ali no centro da ação e no palco ficou claro que o calor imperava, suor escorrendo da testa de todo mundo.

Faith No More no Espaço das Américas, 2015
Concentração antes do show

Quem escalou a banda de esquenta para abrir o evento foi o próprio Faith No More, já que os chilenos do Como Asesinar a Felipes (ou CAF para os íntimos) são apadrinhados da Koolarrow Records, gravadora comandada pelo baixista Billy Gould. É um som que mistura muita eletrônica com pontadas de rock e letras políticas, sendo a característica mais incomum o fato da banda não ter guitarrista. A força do som está no baixo, nos teclados e no traquejo do DJ fazendo os scratches. Na minha opinião o trabalho dos caras é bacana e original, mas deles deveriam tirar o vocalista ou contratar um vocalista com mais potência vocal. Ou talvez seja só a minha percepção de que rock em espanhol não funfa, sei lá...

Faith No More no Espaço das Américas, 2015
Preparação do palco, com as indefectíveis flores que são marca registrada da turnê atual

O set list escolhido pelo Faith No More para o show no Espaço das Américas foi esse:

  1. Motherfucker
  2. Land of Sunshine
  3. Caffeine
  4. Everything's Ruined
  5. Evidence
  6. Epic
  7. Sunny Side Up
  8. Midlife Crisis
  9. Chinese Arithmetic
  10. The Gentle Art of Making Enemies
  11. Easy
  12. Separation Anxiety
  13. Matador
  14. Ashes to Ashes
  15. Superhero
  16. The Crab Song
  17. From Out of Nowhere
  18. I Started a Joke

Abrir o show com Motherfucker já era esperado, e a faixa funciona muito bem para estabelecer o clima. As três músicas seguintes fizeram a alegria dos fãs do disco Angel Dust, em especial Everything's Ruined, que por muito tempo permaneceu exclusiva de estúdio e só recentemente começou a ser tocada ao vivo. Seguiram-se vários medalhões de outros álbuns, entremeados a mais quatro faixas do disco novo. Presenciá-las ao vivo foi fantástico, mas ficou muito claro que a única que tem potencial para se tornar clássica num curto espaço de tempo é a fenomenal Superhero. Matador é outra grande música com potencial de estádio, mas eu trocaria Sunny Side Up e Separation Anxiety facilmente por Black Friday e Rise of the Fall, definitivamente as duas faixas mais estranhas e ao mesmo tempo mais bacanas de Sol Invictus.

Completamente inesperada para muitos foi a inclusão de duas músicas de Introduce Yourself, e nenhuma delas usual para os padrões atuais da banda. Talvez Chinese Arithmetic, mas não a longa The Crab Song, que mesmo sem ser muito conhecida por muitos levantou a galera graças aos riffs de guitarra de outros tempos e às linhas de rap da letra. O hino We Care a Lot ficou de fora, mas a inclusão de From Out of Nowhere no encerramento mais que compensou esse pequeno "deslize". Pedimos We Care a Lot em uníssono, mas fomos sumariamente ignorados.

E eu admito que, para alguém que não gosta de I Started a Joke, a performance de Mike Patton nessa música me impressionou. Quase uma hora e meia de gritaria e a garganta do cara ainda estava impecável. Eu reparei, por exemplo, que ele absolutamente não quebrou a vocalização da linha "RIDE IT ALL THE WAY" ao final de Sunny Side Up (entendedores entenderão). Outras que eu gostaria de ter ouvido? Stripsearch, Cuckoo for Caca, Collision, Falling to Pieces, Jizzlobber, Hippie Jam Song, The Perfect Crime. Talvez algum dia, quem sabe?


Do trecho intermediário de Midlife Crisis, com direito à tradicional cover inesperada, à nova Superhero
Cortesia do usuário do YouTube musicasempreetodahora

Enfim, um show carregado de muita energia, dava pra ver na cara dos caras que eles estão felizes de estar de volta e fazendo sucesso novamente. Fica a expectativa para o lançamento de mais um álbum no futuro, já que algumas declarações apontam para a existência de muito material que ficou de fora de Sol Invictus.

Aos que foram ao Rock in Rio para ver a banda, minhas condolências. Vocês deveriam ter sido mais espertos e ido a São Paulo!

Texto postado por Edward em 3 de Outubro de 2015
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Chile e Argentina

No mês passado tiramos um tempinho nas férias para conhecer o Chile e visitar mais um cantinho da Argentina, curtindo um friozinho e degustando muitos vinhos!

11-AGO - Terça-feira

Partida rumo a Santiago!

Santiago - Foto inexplicável

Foto inexplicável!

12-AGO - Quarta-feira - Santiago

O passeio foi iniciado conhecendo Santiago, primeiramente o Cerro San Cristóbal para termos uma bela vista de toda a cidade. Infelizmente, para nosso azar o tempo estava fechado e ao chegarmos ao topo do funicular começou a chover. Caminhamos em seguida até a Plaza de Armas e entramos no Mercado Central para procurar um almoço com centolla, o famoso caranguejo gigante chileno. À tarde passeamos mais pela área, tomamos um café para nos aquecer e partimos para o Shopping Parque Arauco. O lugar é tão grande que é até difícil sair de lá! A noite se encerrou com um ótimo jantar no restaurante Del Cocinero Bistro.

13-AGO - Quinta-feira - Santiago

Dia dedicado a conhecer Valle Nevado e o Parque de Farellones. No Valle Nevado ficamos pouco tempo, já que o foco lá era esquiar e nós não tínhamos a intenção de fazê-lo. Retornando a Farellones almoçamos e nos divertimos o resto da tarde na tirolesa, no ski-bunda e no teleférico. O tempo se manteve ensolarado durante todo o dia, sem nenhuma precipitação ou ameaça de queda de neve. Na descida das montanhas chegamos até a ver um zorro, a típica raposinha da fauna local. A escolha de jantar foi o restaurante alemão Elkika Ilmenau, que ficava basicamente ao lado do hotel.

14-AGO - Sexta-feira - Santiago

Logo pela manhã pegamos o metrô para chegar até a vinícola Concha y Toro, com visita agendada para as dez horas. Escapamos da horda de turistas brasileiros num passeio praticamente VIP, já que só havia um outro casal conosco. Após a visita almoçamos muito bem no restaurante da própria vinícola. No retorno à tarde decidimos parar na Cousiño-Macul, tendo antes agendado a visitação com degustação premium. Ambas as experiências foram fantásticas! Para fechar a noite, conseguimos entrar sem reserva no disputadíssimo restaurante Aqui Está Coco.

Atravessando a cordilheira dos Andes

Paisagem da cordilheira dos Andes

15-AGO - Sábado - Santiago

A excursão do dia nos levou a Valparaíso e Viña del Mar, com uma paradinha rápida numa loja de vinhos chamada Rio Tínto, no Valle de Casablanca (ali completamos o restante de nossas aquisições enófilas chilenas). Depois de passar por alguns dos principais locais de Valparaíso, incluindo aí a famosa casa de Pablo Neruda e o cais onde os leões-marinhos tomam sol, o grupo decidiu por almoçar no restaurante Castillo Del Mar, um local com boa cozinha e bela vista para o oceano. Depois foi a vez de caminhar um pouco pelas praias com pedriscos ao invés de areia, tomar um café quentinho e retornar a Santiago. Frutos do mar e massa marcaram o jantar, no tranquilo Pizza Nápoli de Providencia.

16-AGO - Domingo - Santiago/Mendoza

O ônibus saiu da Estação Central de Santiago em direção a Mendoza às 10h00. As paisagens ao longo do caminho são lindas, principalmente quando começa a aparecer neve e você percebe os riachos descendo pelas montanhas por causa do degelo. Vimos até lhamas selvagens próximas à rodovia! Para nosso azar, no geral a viagem foi um calvário. Ficamos parados quase duas horas em Los Andes porque os caracoles da cordilheira estavam bloqueados devido ao acúmulo de neve na pista após uma nevasca. Havia até mesmo o risco de termos que voltar a Santiago! E os atrasos só pioraram daí em diante, pois nenhuma das fontes que pesquisei mencionava a demora absurda na fronteira entre Chile e Argentina. E além da demora e da estrutura sem-vergonha na aduana, um dos passageiros foi preso pelos agentes aduaneiros por estar levando um monte de celulares na mala... Resultado: chegamos ao nosso destino pouco antes da 9 da noite. Para desestressar o jeito foi relaxar num jantar regado a Pinot Noir no restaurante Cordillera Vinos y Fuegos.

17-AGO - Segunda-feira - Mendoza

Em dia dedicado à exploração de Mendoza, caminhamos por dentro de todo o parque General San Martín até chegar ao zoológico da cidade. A fauna do zoológico não é muito diversa, mas os animais que ficam lá são lindos e muito bem cuidados, em especial os felinos, e há muito área verde. Vimos até jaula com gato comum! O almoço foi parrilla autêntica no Estancia La Florencia, seguido por uma passagem na Plaza Independencia e um passeio no centro da cidade. Jantamos no La Lucía da Aristides Villanueva, restaurante de decoração inusitada, e na opinião da Fran um tanto quanto macabra.

Mendoza - Aguardando a degustação na Achaval-Ferrer

Aguardando a degustação na Achaval-Ferrer

18-AGO - Terça-feira - Mendoza

Primeiro dia de visitação em vinícolas mendocinas! Solicitamos à agência conhecer somente bodegas que não são muito famosas no Brasil, e assim começamos a programação pela região de Luján de Cuyo. A primeira bodega foi a Casarena, onde provamos vários exemplares ainda não liberados para comercialização, diretamente dos tanques de aço inox. Em seguida foi a vez da Clos de Chacras, onde também degustamos um fantástico almoço harmonizado com vinhos da pequena vinícola. E escolhemos a renomada Achaval-Ferrer para fechar o dia. A degustação de toda a linha deles é feita na varanda da bodega, mas o ponto alto foi a degustação de azeitona preta in natura feita pela Fran! À noite decidimos ficar na salada e na massa num restaurante chamado Tommaso Trattoria.

19-AGO - Quarta-feira - Mendoza

Nosso segundo dia de visitação a vinícolas focou a região de Maipú, e a primeira bodega visitada foi a Domiciano de Barrancas, que tem produção limitada e faz a colheita das uvas somente no período noturno. Em seguida fomos até a adorável Domaine St. Diego, que contou com um fantástico passeio entre os vinhedos. A bodega é tão familiar que só vende os vinhos ali mesmo, e nem cartão de crédito aceita. Para fechar o dia, conhecemos a Finca Agostino e nos esbaldamos num almoço harmonizado de cinco passos (três entradas, prato principal e sobremesa, cada um com uma taça de vinho diferente). Depois do merecido descanso, nos despedimos da culinária mendocina com uma salada num dos bares do Club de La Milanesa.

20-AGO - Quinta-feira - Mendoza/Santiago

Chegado o momento de retornar a Santiago pela mesma linha de ônibus, nossa esperança era de que o processo da aduana seria menos traumático. Para nosso engano, foi basicamente a mesma coisa. Foi então que, numa rápida conversa na fronteira, nos disseram que nem sempre o processo foi tão burocrático e demorado, então fica a dica. No nosso último dia em Santiago, jantamos pato num fantástico restaurante chinês do centro chamado Lung Fung.

21-AGO - Sexta-feira

Retorno para casa, com malas sobrecarregadas de vinho e algumas compras a mais no Duty Free. Fim de viagem!

Vamos recapitular momentos marcantes com algumas fotos:

1 – Na entrada do Cerro San Cristóbal
2 – Passeando pela Plaza de Armas
3 – Jantar no Del Cocinero Bistrô
4 – Sol e neve
5 – Não é glacê!
6 – No Parque de Farellones
7 – Preparação para a tirolesa
8 – Momentos no teleférico de Farellones
9 – Concha y Toro!
10 – Bela paisagem na Concha y Toro
11 – Degustação na Cousiño-Macul
12 – Em Valparaíso
13 – O relógio de flores de Viña del Mar
14 – Um moai perdido
15 – Na praia de Viña del Mar
16 – No museu de canhões navais
17 – Passeando em Mendoza
18 – Parque General San Martín
19 – Entrada do estádio Malvinas
20 – Plaza Independencia
21 – Bodega Casarena
22 – Almoço na Clos de Chacras
23 – Achaval-Ferrer
24 – Domiciano de Barrancas
25 – Visita à Domaine St. Diego
26 – Bela vista na Finca Agostino
27 – Saúde!
Foto 1

Observações gerais da experiência:

Aguardem uma postagem especial onde falarei somente sobre as vinícolas visitadas!

Texto postado por Edward em 17 de Setembro de 2015
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Faith No More - Sol Invictus

Há alguns anos atrás, mais precisamente 2009, o que era impensável aconteceu. A maior banda de todos os tempos voltou à ativa e se lançou numa turnê de shows ao redor do mundo. Tive a honra a oportunidade de assistir aos shows de retorno em duas ocasiões, ambas em 2009: Download Festival (Inglaterra) e Maquinaria Festival (São Paulo).

Passado um tempo, tudo apontava para o fim da reunião e novo fim da banda quando, em 2014, eles anunciaram que estavam trabalhando secretamente num novo disco. Produzido nos estúdios do baixista sem nenhuma influência de gravadoras externas e lançado em Maio deste ano de forma completamente independente, Sol Invictus chegou para suceder Album of the Year após nada menos que 18 anos.

Faith No More - Sol Invictus

Quem é fã de rock’n’roll ou de um artista sabe muito bem, ou deveria saber, como são as expectativas de se escutar material novo, inédito, após 20 anos. Eu evitei ouvir qualquer coisa sobre Sol Invictus e me recusei a assistir aos shows via Youtube até que o disco estivesse em minhas mãos. No dia em que recebi o CD eu estava doente, gripado e com a garganta praticamente fechada. Ouvi pela primeira vez no carro, e depois uma vez mais em meu quarto.

E afinal, o que dizer daquelas primeiras impressões?

UM DESASTRE

Simples assim. Decepção profunda, extrema. A ideia que tive era que Sol Invictus não continha nada do que era tão marcante no som que o Faith No More produzira nos discos anteriores. Não havia uma única música que saltasse aos ouvidos como um hit, como algo que pudesse ser instantaneamente reconhecido entre aqueles que apreciam a sonoridade dos caras. Minha esposa disse que a arte do disco, composta por fotografias antigas do que parecem ser de crianças em ritual de Halloween, parecia coisa de "filme de horror". Obviamente, eu não pude discordar dela.

E o disco ficou encostado em algum lugar da minha casa por três semanas ou algo assim.

Certa noite, porém, resolvi dar outra chance a ele. E uma fagulha meio que saltou das caixas de som. Havia algo ali que não estava certo (ou estava?), que me deu uma coceira auditiva danada. No dia seguinte ouvi o disco de novo, no carro, com o volume estourado. Baixei as letras à tarde. Cheguei em casa curioso, fui ao Youtube e assisti uns quatro ou cinco shows recentes em que eles tocaram as músicas de Sol Invictus.

E então eu compreendi. E me arrependi instantaneamente de meu comportamento até então vergonhoso diante da majestade de Sol Invictus, que em nada deve aos álbuns anteriores e, em sua singularidade, se estabelece como mais uma amostra de música à frente de seu tempo. Apesar de inúmeras tentativas toscas já feitas no mundo jornalístico, rotular o som do Faith No More nunca foi algo fácil, e isso é especialmente verdade no disco novo. Da mesma forma que Angel Dust em nada sucedeu tudo o que diz respeito a The Real Thing, Sol Invictus se recusa a soar como um sucessor fácil de Album of the Year. Acima de tudo, trata-se de um disco elaborado por cinco músicos que se mantiveram afastados uns dos outros por mais uma década, trabalhando em projetos diferentes e evoluindo isoladamente. Ao colocarem as rusgas de lado e se lançarem numa turnê que se mostrou mais bem-sucedida do que tudo o que haviam feito enquanto ainda estavam em atividade, eles não só resgataram uma base de fãs que nem mesmo sabiam que tinham, como também se ajustaram de tal forma que novas músicas vieram a surgir naturalmente.

Faith No More 2015

O resultado é um trabalho sonoramente desafiador, e sob vários pontos de vista tão multifacetado quanto Angel Dust. Extremamente enxuto em suas 10 músicas e carregado de camadas e mais camadas do estilo que consagrou a banda, porém sem incorrer em repetição de fórmulas.

Acredito que boa parte do que faz esse disco tão bom deve-se ao longo período de shows iniciado em 2009. Afinal, um dos aspectos que marca as novas músicas é a força que cada uma delas possui quando tocada ao vivo. Graças à nova fase da banda, Sol Invictus parece ter sido produzido com essa mentalidade, com material composto e testado ao vivo enquanto eles estavam na estrada, num processo completamente contrário ao que a maioria dos artistas fazem: termina turnê e corre para o estúdio para diluir a criatividade no próximo disco – clean, rinse, repeat.

Em geral, o que mais chama a atenção nas novas músicas é a adição de camadas vocais adicionais, com backing vocals dos demais membros da banda. Superhero, em especial, é fantástica. Sunny Side Up não existiria sem a colaboração vocal do resto da banda. E Roddy assume papel principal nos vocais de Motherfucker. A mistura de ritmos e estilos, letras crípticas, vales sonoros, guitarras mais limpas, catarses rítmicas e percussão mais acentuada mantêm a identidade intocada do Faith No More de uma maneira que somente os fãs de longa data são capazes de perceber.

Vamos à impressão pessoal de cada faixa:

  1. Sol Invictus - Absolutamente nada do que se espera de uma faixa de abertura empolgante como Get Out, From Out of Nowhere ou Collision; um preâmbulo que consegue ser ao mesmo tempo lúgubre e elegante, quase como se a banda estivesse renascendo das cinzas, especialmente quando se presta atenção à letra.
  2. Superhero - Petardo sonoro com várias sequências fantásticas de explosão e catarse típicos da banda, além de um piano marcante que remete a Epic mas é muito melhor integrado ao desfecho da música.
  3. Sunny Side Up - Todos os membros entoam o refrão alegrinho e dão base ao crescendo nervoso de Mike Patton.
  4. Separation Anxiety - A envergadura vocal de Patton marca as linhas hipnotizantes de guitarra e baixo, evoluindo para um nível de loucura que chega perto do material mais épico como The Gentle Art of Making Enemies.
  5. Cone of Shame - Num estilo que remete ao Mr. Bungle da época do disco California, começa com desmedida calma e finaliza com intensidade.
  6. Rise of the Fall - Se há uma música que espelha a arte utilizada no disco é essa; a estranheza atraente do ritmo se dilui na pegada folk que volta a lembrar Mr. Bungle, sobrepondo pianos a passagens de guitarra potentes que também remetem à era Chuck Mosley.
  7. Black Friday - A leveza presente em Rise of the Fall continua e permeia a percussão rítmica dessa música de maneira sublime; e para não descambar para o formato pop sinalizado por trechos meio piegas da letra, o refrão enxuto sintetiza toda a crítica embutida na faixa.
  8. Motherfucker - Hino sarcástico para ser entoado em grandes estádios, sucessor superior e mais que legítimo para a pieguice homossexual de Be Aggressive.
  9. Matador - Música mais longa do disco, com uma aura de marcha que espelha perfeitamente a inspiração latina para o título e para a letra; clássico instantâneo com reminiscências de King for a Day, o baixo reina absoluto nas estrofes intermediárias.
  10. From the Dead - Despedida acústica que espelha o propósito de Pristina, porém sem o tom soturno que marcou o fechamento de Album of the Year.

O disco todo é perfeitamente audível do início ao fim, mas neste momento minhas faixas prediletas são Superhero, Rise of the Fall e Matador.

E porque a bondade tocou o coração da minha esposa, informo que estarei em São Paulo em Setembro para ver o show ao vivo!

Faith No More - Espaço das Américas, ingresso

Texto postado por Edward em 5 de Agosto de 2015
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Percepções iniciais do universo enófilo

Passados alguns meses desde que resolvi me iniciar de verdade no universo dos vinhos, chegou o momento de dizer que muita coisa básica já mudou na minha percepção da bebida. Dentro desse mundo repleto de aromas, sensações e combinações as nuances e variações são virtualmente infinitas, mas já é possível me pronunciar a respeito – ou ao menos compartilhar, com cautelosa parcimônia, as impressões que tenho colhido e registrado em nosso diário de degustações.

Antes disso, uma breve recapitulação sobre fundamentos teóricos.

Como mencionado no post número zero sobre vinhos, tomada a decisão de me aprofundar no assunto uma das primeiras coisas que fiz foi adquirir alguns livros. Devorei-os rapidamente, a maior parte deles durante a madrugada em meio a uma obra. Ao mesmo tempo, associei a leitura a constantes pesquisas na Internet, gerais e específicas sobre os vinhos que estávamos degustando. Assinei duas revistas especializadas: a Decanter, bíblia mensal inglesa que tenho recebido desde Abril, e a Adega, publicação mensal nacional que passei a receber um pouco mais tarde. Também fiquei sócio do ClubeW Classic, que tem revista mensal própria.

Barahonda Sin Madera 2013
Barahonda Bodegas, Sin Madera Monastrell, Yecla DO 2011 (Espanha)
Degustado numa noite de rolha livre no Varadero Bar & Restô, acompanhando uma entrada chamada "Quarteto Paulista"

Como podem imaginar, a overdose de informação foi extrema no início, mas já é possível perceber resultados no modo como sou capaz de utilizar o vocabulário enófilo.

Compartilho abaixo algumas das impressões gerais que tenho após alguns meses inserido "dentro" deste mundo. Espero poder revisá-las ou ampliá-las num futuro breve.

Barahonda Sin Madera 2013
Provam, Varanda do Conde Alvarinho/Trajadura, Vinho Verde DOC 2013 (Portugal)
Acompanhando um bacalhau ao forno no restaurante DiParma Originale

A seguir coloco algumas de minhas atuais preferências:

E agora aponto uma pequena lista de tarefas:

Barahonda Sin Madera 2013
Cono Sur, Bicicleta Cabernet Sauvignon, Valle Central 2013 (Chile)
Fantástico acompanhamento para um fondue chinoise no Chalé do Fondue, em Chapada dos Guimarães

Na próxima postagem sobre o assunto espero escrever sobre minhas impressões acerca dos aspectos mercadológicos relacionados a vinho.

Texto postado por Edward em 4 de Julho de 2015
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