Diário de Férias 2009 - Albergando na Europa!

Anotações geralmente nos ajudam a recordar os momentos mais marcantes das nossas viagens. A seguir estão algumas lembranças sobre minhas experiências viajando de trem e albergando pela Inglaterra, Holanda e Escandinávia.

Em tempo: viajei com o mínimo de tecnologia. Sem laptop e sem aparelho de MP3, só com um celular e uma câmera digital bem vagabunda.

11/Junho - Quinta-feira - LONDRES/SHEPSHED

Descendo em Londres, e depois de passar por uma entrevista duríssima com a dona da imigração, tratei de comprar uma passagem de ônibus para chegar a Loughborough. Depois de uma parada em Leicester, acabei chegando ao hotel de Shepshed lá pelas 10 da noite. O taxista me deixou num pátio quadrado, onde os quartos ficam todos ao redor e sem qualquer separação visível. Eu fiquei completamente perdido sobre onde seria a recepção, já que todas as portas eram parecidas e em nenhuma delas estava escrito explicitamente RECEPTION. Minha vista foi então atraída pela única janela de onde vinha luz e onde parecia haver algum movimento. Continuei analisando os demais aposentos, mas acabei voltando àquele, e estava quase para abrir a porta e meter a cara quando notei que havia três garotas em trajes menores pululando lá dentro! Imaginem só: 10 e meia da noite, nenhuma alma viva por perto, um cara aparece do nada sem avisar e surpreende três piriguetes nuas num quarto de hotel de uma cidadezinha minúscula?

Foi por um triz!

Download Festival

Download Festival - Sim, eu fui!

E foi então que, observando com mais atenção, avistei no canto oposto do pátio um aviso pequenino falando sobre late night arrivals! Aí foi só ligar para o responsável e terminar de me adaptar definitivamente à diferença de fuso de cinco horas.


12/Junho - Sexta-feira - SHEPSHED (DOWNLOAD FESTIVAL)

Depois de um farto café da manhã, minha primeira parada foi a biblioteca de Shepshed, onde foi possível olhar emails e verificar senhas de -aham- fundamental importância para o meu bem-estar financeiro na Europa. Shepshed não tem praticamente nada digno de nota, e em 15 minutos circulei por todo o centro da cidade.

Depois do almoço pirulitei-me para Donington Park, e era então chegada a hora da loucura total. Inocente como sou, fiquei sapeando pelas barracas e pelos palcos e fui inventar de comprar uma camiseta do festival no final da tarde. Resultado? Tudo esgotado! Pelo menos me sobrou uma jaqueta do Faith No More...

A única apresentação em que me enfiei no meio da galera (além do FNM, claro) foi a do Killswitch Engage. Os caras são bons, nao dá pra negar. Faltando meia hora para o final do show do Korn me enfiei o máximo que pude perto da linha de frente, e assim pude garantir um lugar privilegiado no meio da bagunça.

Então chegou o momento! Depois de Mike e Roddy alternarem os vocais em Reunited veio a abertura com The Real Thing, música épica perfeita para uma turnê de retorno. Incrível toda aquela galera pulando junto comigo e cantando a música inteira! O show durou pouco mais de uma hora e meia, e com certeza o pessoal que ficou alguns minutos a mais na esperança de que eles voltassem ao palco queria no mínimo mais meia horinha de pauleira. Minha bronca é que eles não tocaram Digging the Grave e, obviamente, Collision. Mas não dá para ter tudo de uma vez, né?

No Regent's Park, em Londres

No Regent's Park, em Londres

Momento trevas: se ainda restava alguma dúvida de que eu não ficaria para os dois dias restantes de Download, pois eu estava sozinho e nenhuma outra banda me interessava muito, ela se dissipou quando peguei o táxi de volta para o hotel. Depois de esperar quase uma hora em pé, o taxista me arrancou muito mais do que a corrida valia e ainda queria me largar na entrada de Shepshed, no serviço de táxi mais rude que já vi na vida. Primeiro ele disse que me levaria sem problemas, depois ficou me perguntando o endereço, como se estivesse perdido. Depois disse para que eu ficasse tranquilo que ele já sabia onde era, e do nada passou a ameaçar me deixar a uns dois quilômetros do destino final!


13/Junho - Sábado - SHEPSHED/LONDRES

Sem dúvida alguma, o unico jeito era rumar para Londres. Despedi-me da dona do hotel, desculpando-me pelo check-out antecipado, e logo peguei o trem em Loughborough rumo à estação londrina de King's Cross St. Pancras. O albergue era o Bestplace in Paddington, que funciona conjugado ao pub The Green Man. O cara que atende o balcão foi simpático, apesar da loucura que era atender ao mesmo tempo o pessoal do bar, da lanchonete e a gurizada do albergue. Eu devo ter ficado mais de meia hora esperando para fazer o check-in!

Almocei no próprio pub e segui então sem rumo certo com o mapinha básico da recepção. O primeiro destino foi Regent's Park, considerado o maior e mais bonito parque da cidade. No fim da tarde retornei ao ponto de partida e sapeei pelas redondezas para me familizarizar com os restaurantes e quituterias!

À noite me juntei a alguns novos colegas no pub, tomei alguns pints de Guinness e Beck's Vier e assisti a um festival de bafões no karaokê e a algumas velhinhas requebrando como se tivessem 20 anos. Sim, o negócio lá é nesse nível: enquanto algumas moças de 30 já têm vergonha de sair de casa no Brasil, em Londres não existe limite de idade!


14/Junho - Domingo - LONDRES

Esquilo manso que comeu da minha mão no Hyde Park

Esquilo manso que comeu da minha mão no Hyde Park

Caramba, perdi o café da manhã por causa da cachaça! Também acordei com uma dorzinha de cabeça que me fez recorrer à minha reserva de aspirinas.

Num dia dedicado exclusivamente à caminhada (para tirar a ferrugem de viajante dos pés), desci a Edgware Road até o Hyde Park, zanzei pelo palácio de Buckingham e depois comecei a subir a Piccadilly, parando para almoçar por lá mesmo. Virei rato de lojas pelo resto da tarde em toda a área, e no final do dia retornei ao hostel pela Oxford Street. Fiquei tão detonado pela andança que acabei apagando por uma hora e meia. Difícil foi pegar no sono mais tarde - quando eu desci ao pub por causa da insônia peguei um pessoal jogando boliche no Nintendo Wii. Primeira vez que vi um funcionando, e me deu uma saudade de um DoDonPachi ou um Darius...


15/Junho - Segunda-feira - LONDRES

O metrô é o melhor amigo de todos que desejam conhecer uma cidade como Londres em poucos dias. A primeira parada foi Wimbledon, mas infelizmente descobri que as quadras só estariam abertas para visitas no dia 22 mesmo. Fazer o quê, né?

No Kensington Gardens parei um pouco para almoçar um baguete enorme, e depois desci a Kensington High Street. Na busca por um cartão de memória mais espaçoso para minha câmera, acabei encontrando uma perto da Russell Square. No final do dia cheguei até a Tower Bridge, a última das pontes famosas ao longo do Tâmisa, e peguei o metrô até Notting Hill. Depois de um lauto jantar italiano, a chuva finalmente resolveu atrapalhar e abreviou minhas andanças por ali. E, como diria um cuiabano nato: "que tchuva dgeláááda"!


Tower Bridge, em Londres

Tower Bridge, uma das mais famosas pontes londrinas
sobre o Tâmisa

16/Junho - Terça-feira - LONDRES

A primeira parada do dia foi nas lojinhas e na vizinhança de Covent Garden. Um bom achado foi uma loja muito boa de HQs onde encontrei, finalmente, a única edição de X-Men que a Abril nao publicou (XM 35)! Dediquei o resto do dia então a uma caminhada relaxante ao longo do Tâmisa, conhecendo cada uma das pontes e os locais mais famosos das redondezas.


17/Junho - Quarta-feira - LONDRES

Antes mesmo de chegar a Amsterdam eu já senti como se estivesse na cidade. O bairro de Camden Town é quase como se fosse a capital da Holanda! Zanzei bastante pelas lojinhas e almocei no Nando's, por recomendação do Dudu MB (Mineiro Bandido). Realmente, bom ambiente, com comida boa e barata. Depois de passar numa LAN House por meia hora baixei na estação de St. Pancras para comprar a passagem do dia seguinte e cheguei até Liverpool Street. De novo começou a chover, mas logo parou e então foi a vez de andar pelas ruas de Chelsea, no outro lado da cidade. E dessa vez o frio bateu um pouco mais forte. Para me despedir de Londres, o jeito então foi tomar mais mais alguns pints no pub do hostel e apagar, né?


18/Junho - Quinta-feira - LONDRES/AMSTERDAM

Viajar de Eurostar de Londres a Bruxelas não é nenhum trem-bala, mas é ótimo também. Não fui para Paris porque não havia mais vagas, e portanto tive que passar pela bela capital da Bélgica, na minha opinião um dos destinos mais subestimados da Europa. A logística para validação do meu Eurail Global Pass, no entanto, foi uma bagunça. A estação de trem é mal sinalizada, e não existe um guichê padrão para Eurail Passes. O sistema de senhas do atendimento é extremamente confuso, e quando chegou minha vez a dona me passou um sabão porque eu "teria passado na frente de umas 50 pessoas". "Mas, dona, a minha senha é a que tá aparecendo aí no telão!". Whatever!

Um dos canais de Amsterdam

Vista de um dos belos canais de Amsterdam

Já ouviram falar na Lei de Murphy aplicada aos viajantes? Na hora de pegar o trem em Bruxelas, o sistema de som da estação só emitia mensagens em francês. Algo errado começou a acontecer quando o pessoal ao meu lado foi desaparecendo e o horário do trem para Amsterdam sumiu do mostrador faltando 3 minutos para partir! Corri para o saguão, vi que a plataforma tinha mudado e saí correndo para a escada 18. Eu e mais uns 2 desesperados entramos correndo no trem, numa cena típica de perseguição hollywoodiana!

Já em Amsterdam, encontrar o hostel foi moleza. A localização era ótima, e quem conhece Amsterdam sabe que trata-se de uma cidade única. Não existe outra como ela, caminhar pelas ruelas e pelos canais no centro da cidade faz você se sentir em outro mundo. Principalmente na área do Red Light District. E zanzar por ali foi o que fiz pelo restante do dia até bem tarde da noite!


19/Junho - Sexta-feira - AMSTERDAM

Frustrante a minha experiência da manhã. Encontrei uma bela loja de jogos antigos, separei uns quatro que queria levar (incluindo uma cópia completa de um Zero Wing europeu) e... o cara falou que não aceitava cartão de crédito!

Caminhei bastente até o extremo sul do centro, e em nenhum momento passei por um trecho monótono. Teve um pedaço dos canais que estava um zum-zum-zum danado, tinha até um palco sendo montado dentro do canal. Os policiais informaram que dali a umas duas horas o presidente da Rússia apareceria. À noite jantei muito bem num ótimo restaurante chinês e me recolhi ao hostel porque a chuva ameaçou me pegar de novo e também porque teria que levantar cedo para viajar para Copenhague.


A Pequena Sereia de Copenhague e os turistas em ação

A Pequena Sereia de Copenhague e os turistas em ação

20/Junho - Sábado - AMSTERDAM/COPENHAGUE

Acordar cedo às 6h me deu a certeza de que as noites por lá duravam menos de 5 horas. Rumei para a estação e fiz o baldeamento básico por Utrecht, Osnabrück, Hamburgo e Copenhague. Fui surpreendido depois da parada em Bremen por uma dona que tinha o lugar marcado, mas no trecho entre Hambugo e Copenhague fui mais esperto e reservei um assento na primeira classe por 5 euros. Eu sei que é pouco, mas bem que isso poderia estar incluso no Eurail Pass... Durante a viagem há um trecho de barco (ferry), onde todo o trem é colocado dentro do barco, muito legal!

Chegando à capital da Dinamarca, descobri que havia perdido a folha com todos os dados do hostel (endereço, etc.), aí tive que apelar para um internet café da própria estação de trem. Peguei o endereço e saí no rumo - um velho safado me deu uma informação errada e então tive que rodar umas 5 quadras em falso até chegar ao lugar, que ainda assim ficava perto da estação e bem perto da área dos puteiros!


21/Junho - Domingo - COPENHAGUE

O Domingo numa cidade como Copenhague é cruel para quem deseja andar pela área de compras. Ainda bem que o dia foi bem preenchido com uma caminhada rumo à costa, aproveitando o roteirinho básico do mapa disponível no hostel (tão bom que nem precisei comprar um mapa mais detalhado). Passei por vários pontos históricos até chegar à "pequena sereia", o símbolo da cidade, o Maneken Pis de Copenhague. O sol resolveu brilhar bastante depois de uma chuva ameaçadora, que me obrigou a comprar (pela enésima vez e sempre quando estou viajando) um guarda-chuva. Nem vou dizer que não precisei abrir o dito-cujo, e que ele chegou ao Brasil fechadinho...

Vista de Copenhague do topo da igreja Our Saviors

Vista de Copenhague do topo da igreja Our Saviors

Passei a seguir pelo parque do rei (King's Gardens) e subi na torre redonda (Round Tower), de onde foi possível ter uma boa vista aérea da cidade. Dentro da mesma torre havia uma dessas exposições de arte idiotas, vazias e abstratas, mas deu pelo menos para ver como era a privada dos eruditos no século 17! Depois conheci o Ørtedsparken e decidi descansar os pés no hostel.


22/Junho - Segunda-feira - COPENHAGUE

Antes de me aventurar pela ilha de Christianhavn, sapeei por umas lojinhas no centro e achei algumas pérolas para minha coleção de CDs (como a trilha sonora de Mero Acaso). Já em plena empreitada exploratória, subi num dos melhores pontos para ver a cidade de cima, a igreja Our Saviors, com sua escada espiralada externa. Depois de descer avancei mais ao longo dos canais e cheguei a uma tal de Christiania, um tipo de bairro/festa de natureza bizarra onde o pessoal fuma um brau lascado e faz coisas que nem imagino entre quatro paredes. Obviamente, uma enorme placa proibindo tirar fotografias não me deixou registrar nada... Sinceramente, aquilo é um pouco amedrontador para quem vive fora desse mundo.

Retornei fazendo a caminhada ao longo das trilhas da ilha. Estava descansando no hostel quando me lembrei que ainda não tinha comprado o souvenir da cidade, e saí desesperado para achar uma lojinha aberta. Já era praticamente 7 horas da noite, mas felizmente consegui (quase tudo lá fecha às 6 da tarde). Para encerrar o dia decidi subir a bela Frederiksberg Allé até o parque Frederiksberg Have, só para exercitar mais as pernas. Jantei num ótimo restaurante italiano, e fui vítima de um vinho violento que me fez sair de lá tonto!


City Hall de Estocolmo

Vista da City Hall, em Estocolmo

23/Junho - Terça-feira - COPENHAGUE/ESTOCOLMO

O trem para Estocolmo foi ótimo, sem nenhum dos atrasos que tive indo para Copenhague. Chegando à capital da Suécia, fui surpreendido por um clima simplesmente espetacular, com um sol digno de Cuiabá. Não que eu queira dizer que minha chegada tenha causado o fenômeno, mas ouvi de muita gente que este foi o dia em que o verão realmente começou na Escandinávia.

Fiz o check-in no hostel e saí alucinado para curtir o sol e caminhar pelo píer próximo ao City Hall, um dos pontos obrigatórios para quem deseja conhecer a cidade. Enquanto admirava a vista, fui interpelado por uma mocinha da Cruz Vermelha, e alonguei o papo mais de meia hora só para ouvir sua bela voz e admirar seus olhos claros, enquanto ela me falava sobre uma de suas campanhas. Depois entrei numa estação de metrô para me informar sobre o sistema e continuei na área de Kungsholmen até o final do dia. Ainda tive tempo para renovar meu guarda-roupa com itens importados, conseguir Taito Legends 2 do PS2 e consumir um lauto jantar chinês.


24/Junho - Quarta-feira - ESTOCOLMO

Saindo à luz do dia, desci a rua Drottningsgatan rumo a Gamla Stan, a cidade velha. Percorri praticamente todas as ruelas da graciosa pequena ilha, vi muita coisa bacana e entrei em muitas lojas. Uma delas era um antiquário tão empanturrado que você mal conseguia se mover lá dentro. Fiquei com vontade de pedir para o vendedor pegar um troço que era impossível de pegar no meio da badulaqueira, mas fiquei com dó do cara. Outra loja fantástica em que entrei era dedicada a ficção científica, de mangás a RPGs, passando por filmes e livros.

Indo para Gamla Stan

Indo para Gamla Stan, uma das áreas
mais charmosas de Estocolmo

Já no meio da tarde almocei num McDonald's (eu sei, pecado de viajante), e fui surpreendido por ter que pagar 5 coroas para usar o banheiro dessa joça. Deu só uma pontinha de saudade de Londres nessa hora - porque em Londres há muitos banheiros públicos espalhados pela cidade.

No final do dia subi a cidade até chegar à região de Vasastaden, e passei um bom tempo admirando a vista do parque do Observatório antes de retomar a parte norte de Drottningsgatan.


25/Junho - Quinta-feira - ESTOCOLMO

Depois de conhecer um pouco de Östermalm, peguei o metrô até Vårberg para conferir o famoso mercado de pulgas de Estocolmo (Loppmarkaden), que se mostrou uma decepção. Desci a Götgatan no centro de Södermalm e vi a bolona da Ericsson no horizonte, mas resolvi ficar na região de SoFo mesmo (South of Folksgholmen). Fiz uma cagada quando me guiei pelo mapinha e inventei de caminhar ao longo do píer, pois peguei o caminho errado e tive que enfrentar mais de meia hora de sol na cachola para voltar a uma estação de metrô! Pelo menos eu não estava sozinho, e outros manés caíram no mesmo golpe comigo. Hehehe.

À tarde conheci um pouco do norte de Södermalm, passei pelo belo parque que leva a Långholmen e terminei com uma vista espetacular de Estocolmo sobre a ponte. Então retornei ao centro e tive minha última refeição na cidade na área de Stureplan.


26/Junho - Sexta-feira - ESTOCOLMO/OSLO

A noite foi extremamente mal dormida, mas a viagem de trem para Oslo ocorreu sem nenhum percalço. Assim que me ajeitei no hostel/hotel, peguei minha mochilinha e saí a esmo pelo centro, entrando em vários lugares e achando meio estranho todo mundo estar tocando Michael Jackson em todo lugar, com pilhas de CDs dele logo na entrada das lojas. Só quando entrei num internet café é que fiquei sabendo que o cara tinha morrido! Depois resolvi caminhar um pouco no píer para ver a extraordinária vista do sol sobre Oslo, e então subi para o castelo Akerhus, para ter uma vista ainda mais elevada. Um ótimo passeio, mas extremamente inseguro nas bordas já que não há pára-peitos ou muros para te proteger se você chegar junto à borda. Crianças por ali nem pensar!

Parque de Södermalm

A galera local relaxando num dos parques
de Södermalm, em Estocolmo

Passando diante do City Hall havia um vuco-vuco com uma tenda enorme e um espaço fechado... Uma celebração gay! Passei por dentro só para ver um pouco da baderna e segui caminho rumo ao shopping Aker Brygge, apenas para descobrir que ele já estava fechado, e isso às 8 da noite, com o sol ainda a pino. Restou-me conhecer mais um pouco da praça local e caminhar por um trecho da Karl Johanns Gate, a principal rua do centro da cidade.


27/Junho - Sábado - OSLO

Manhã belíssima em Oslo, e metrô rumo ao norte e ao imenso Vigelandsparken (ou Frognerparken, tanto faz). O parque tem mais de 200 esculturas feitas pelo mesmo cara, que vão do convencional ao psicodélico e socialmente ousado. Havia muita gente por ali logo cedo, incluindo alguns brasileiros! De lá peguei o bonde número 12 rumo a Kjelsås para ver toda a cidade, e na volta fui descendo e subindo de novo à medida em que via algo bacana.

À tarde foi a vez de conhecer Grønland, o bairro dos imigrantes. Não gostei. Ali era possível perceber a enorme diferença cultural entre povos: muitos paquistaneses, negros, chineses, gente mais parecida com nós brasileiros, e muito lixo jogado no chão, sujeira em geral e mal atendimento em lojas. Quando tentei comprar uma camiseta numa loja de um chinês, o cara não conseguiu fazer a máquina do cartão de crédito funcionar, tentou falar comigo numa língua que não era inglês NEM norueguês e depois ficou me apontando a porta como se dissesse "rua"! Nem preciso dizer que vazei dali rapidinho e não voltei mais.

No pátio do Castelo Akerhus

No pátio do Castelo Akerhus, em Oslo

Mais um trajeto de bonde para retornar a Akker Brygga, e desta vez peguei o lugar aberto. Na saída sentei num dos bancos para apreciar o movimento e engatei conversa com o Sr. Klausend, um velhinho bastante simpático que mora em Oslo mesmo. Em cerca de uma hora conversamos até sobre o grande molusco brasileiro, e ele me deu algumas dicas sobre locais para visitar. Continuei a caminhada pelo píer (muita mulher bonita, meu Deus do céu!) e depois de descansar um pouco no hostel vazei para Grunnaløkka. Løkka é um tipo de prolongamento de Grønland, onde a mistura de branquelos com imigrantes é homogênea. A quantidade de gente fazendo o tradicional churrasquinho de parques em Sofienbergparken era impressionante, quase não dava para andar no meio do povo!


28/Junho - Domingo - OSLO

Seguindo a dica do Sr. Klausend, peguei a linha de metrô número 3 para Sognsvann, para conhecer um pouco da região montanhosa de Oslo e o famoso lago onde os locais vão para nadar no verão. Na caminhada ao redor do lago, que é enorme, parei um pouco para molhar os pés na água límpida de Sognsvann e curtir o sol, que ainda não era muito forte.

À tarde foi a vez do belo jardim botânico. De lá iniciei uma campanha para visitar três mercados de pulgas na região. Um deles eu não encontrei. O de Blå foi um fiasco, mas o de Birkelunden mostrou-se mais completo. Era para acabar meu dia no palácio real e nos jardins do palácio, mas resolvi me aventurar mais e peguei o bonde para Ekeberg. Descobri um café com vista fenomenal para as ilhas que circundam Oslo, e tomei um expresso vendo o sol sob as nuvens. Ainda tive tempo para ir até o parque St. Hans-Haugen, que também tem boa vista para o centro da cidade, e de lá retornei pela Ullevålsveien até o hostel.

No dia seguinte, foi só alegria dentro de aviões e aeroportos!


Lago Sognsvann, em Oslo

Lago Sognsvann, em Oslo

IMPRESSÕES SOBRE HOSTELS (ALBERGUES)

Essa foi a primeira vez em que viajei ficando em albergues. Foi uma experiência interessante.

Nunca fui um cara enjoado. Costumo dizer que basta ter um canto macio para encostar que eu durmo numa boa. Nesta viagem, dormi em 5 albergues. De forma geral, posso dizer que o padrão foi melhorando à medida em que minha viagem prosseguia.

Em alguns deles eu achei o quarto excessivamente pequeno (em Londres) ou a área muito barulhenta (em Amsterdam). Em outros, aspectos técnicos eram um pouco irritantes (em Copenhague o hostel não aceitava cartão de crédito como pagamento). Em nenhum deles tive qualquer problema de segurança, ninguém mexeu nas minhas coisas. Em Londres, porém, fiquei sabendo de um caso em que o laptop de uma garota foi roubado.

Você conhece todo tipo de gente em hostels. Jovens, adultos, senhores e senhoras. Algumas figuras eu não vou esquecer tão cedo, como o "vampiro" (em Londres ele dormia o dia inteiro e saía à noite - só no último dia fui perceber que ele era o barman do turno da madrugada!), a "baleia" (a mocinha volumosa que dormiu na cama de cima em Londres - toda vez em que ela subia no beliche eu pensava que o troço ia desabar), o "cinéfilo" (um cara em Amsterdam que passava o dia inteiro assistindo filmes em seu laptop) ou o "poliglota" (um cara que falava os idiomas de todo mundo na sala em Estocolmo).

Para mim, foi fácil fazer amizade com todos, apesar do pessoal norte-americano ser mais chegado numa panelinha. Os orientais são muito reservados, e não conversam quase nada. O pessoal do Canadá, os europeus e os latinos se mostraram os mais comunicativos.

Para homens, viajar sozinho não é problema nenhum. Para mulheres, recomendo que elas viajem em grupo. É perfeitamente seguro para elas, e notei que as que estavam em turmas de 3 eram as que mais se divertiam.


IMPRESSÕES SOBRE VIAJAR PELA EUROPA DE TREM

É super confortável, e nem precisa ser na primeira classe. Todas as estações de trem em que precisei fazer reserva foram tranquilas, e eu percebi que não existe problema nenhum em comprar a passagem com um dia de antecedência ou mesmo na hora.

O Eurail Pass funcionou bem até a hora em que descobri que era melhor fazer reserva para não correr o risco de ficar de pé no trem. Isso não está no manual deles, e me incomodou um pouco. Trechos entre cidades menores podem ser encarados sem problema sem fazer reserva, mas viajar entre capitais sem a reserva é garantia de incômodo.


MINHAS DICAS PESSOAIS MAIS IMPORTANTES E ÚTEIS

Texto postado por Edward em 3 de Julho de 2009

Às vezes tenho vergonha de ser brasileiro

Infelizmente, essa é a verdade.

Sentei-me aqui para começar a catalogar as fotos de viagem (apagar as ruins, nomear as boas, etc.), e peguei-me pensando no que passei durante o dia de hoje. E eu percebi que TINHA que desabafar um pouco antes de retornar aos afazeres de viajante.

Imaginem só minha condição mental: acabei de tomar um chá de civilização, ou seja, passei vários dias sozinho, imerso na cultura de alguns dos países de primeiro mundo de melhor condição econômica e social da face da Terra. Ontem foi o dia em que retornei ao Brasil, minha terra natal e o país que amo. Escrevendo isso lembro-me do Sr. Klausend, um velhinho simpático com o qual conversei por cerca de uma hora num dos bancos do píer de Oslo. A certa altura, eu lhe disse exatamente estas palavras: "Despite all the problems we have at home, I still love my country".

É engraçado como às vezes nossas convicções são postas em xeque, mas nesse caso particular os opostos são muito dissonantes.

No começo da tarde tive que comparecer ao aeroporto para emitir a carteira de vacinação internacional para registro de minha conformidade com o calendário de imunidade contra febre amarela. E lá vou eu, cumprir uma mini-maratona que me levou ao "Postão", que é o nome popular dado ao posto de saúde mais famoso de Várzea Grande. Estamos no Brasil, minha gente, portanto todos sabem como funciona o sistema de saúde pública em nosso país. Neste caso, além das instalações altamente precárias, eu e algumas pessoas que esperávamos na fila de informações do posto fomos presenteados com uma atendente tão rude que o cara à minha esquerda simplesmente não resistiu e tentou passar umas orientações à mulher sobre como tratar pessoas. A dona ficava a mais de meio metro do vidro (o que tornava difícil ouvi-la), respondia às perguntas com uma descomunal cara de desgosto e fornecia as informações como se estivesse lidando com cães sarnentos. Não quero entrar no mérito das condições salariais de quem trabalha na saúde pública, mas esta situação representa para mim a cereja no topo de um bolo de mediocridade social que, infelizmente, é a regra, e não a exceção dentro da máquina pública brasileira.

E o dia continuou. Depois tive que ir à Anvisa emitir a carteirinha internacional, o que transcorreu sem traumas, pelo menos. Encaminhei a documentação e percebi que ainda tinha tempo e ânimo para ir ao shopping pegar uma sessão de Transformers - A Vingança dos Derrotados.

Tomei um café naquela agradável área da escada rolante e assisti ao filme (oh yes, muita ação histérica e descerebrada). No final da projeção, acendem-se as luzes e levantam-se os espectadores para deixar a sala. Desta vez decidi sentar-me bem ao fundo, dado o escopo das cenas que Michael Bay enquadra em suas câmeras e também o tamanho da tela da sala 7 do Multiplex Pantanal. O que vejo então enquanto caminho para a saída? Pacotes e pacotes de pipoca abandonados, pipoca derramada sobre as poltronas, e latas e latas de refrigerante abandonadas.

Caramba, quem estava ali provavelmente tinha algum mínimo grau de instrução, algum mínimo de condição social e econômica. Ninguém estava vestido como mendigo ou parecia ter necessidades especiais. O que custava para cada um pegar as próprias tralhas e levá-las ao receptáculo de lixo situado alguns metros adiante? O que se via era o resultado de falta de educação pura, um amálgama inquebrável de deficiência de educação de berço e de uma cultura tristemente enraizada. Em minha mente, quem acabava de abandonar aquele lugar integra uma vara egressa de um chiqueiro humano ao qual, infelizmente, estou associado por ter nascido em "berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo".

Para se ter uma ideia do contraste, nos lugares da Europa que visitei nos últimos dias as pessoas comem onde querem, nas ruas ou nos parques (principalmente). Cada um faz a sua sujeirinha, e cada um a limpa devidamente antes de ir embora. Em sua esmagadora maioria, as pessoas te tratam com educação, especialmente se elas estão atrás de um balcão prestando algum serviço.

Como eu disse, eu precisava desabafar.

Espero, sinceramente, que algum dia a situação em nosso país mude. Eu faço a minha parte, e espero que você que esteja lendo também faça a sua. Se você é pai, tio ou avô, dê o exemplo correto aos seus filhos, sobrinhos ou netos. É algo que não custa muito e com certeza ajudará a melhorar a cultura daqueles que nos cercam e, quem sabe algum dia, fará com que os brasileiros sejam reconhecidos pelo resto do mundo não somente como receptivos, solidários ou extrovertidos, mas também como um povo educado, que respeita o próximo e se apresenta como uma nação digna de integrar o grupo dos países que se dizem de primeiro mundo.

Texto postado por Edward em 1 de Julho de 2009

www.kollision.biz - Ano 5... e os filmes vistos em Junho '09

A graça que vocês lêm hoje começou a ser feita há 5 anos atrás, e este post existe para comemorar o momento!

Eis as tradicionais estatísticas cinéfilas anuais deste que vos escreve:

Festa!
Número de filmes assistidos
  No cinema Em DVD Total
2004-2005 44 (23%) 152 (77%) 196
2005-2006 70 (30%) 161 (70%) 231
2006-2007 87 (32%) 186 (68%) 273
2007-2008 91 (38%) 149 (62%) 240
2008-2009 63 (35%) 118 (65%) 181

Fiquem agora com algumas impressões sobre os filmes que eu assisti antes de viajar. Vou estar escrevendo algo sobre a viagem para colocar no ar nos próximos dias!

 

Em Busca do Ouro (Charles Chaplin, 1925) 10/10

Com: Charles Chaplin, Mack Swain, Georgia Hale, Tom Murray, Henry Bergman

Eis que o vagabundo atrapalhado se transforma em mineiro e vai ao Alasca tentar a sorte na tal corrida do ouro. Pelo caminho ele encontra ursos, bandidos, um amigo mineiro e uma moça pela qual se apaixona. Emblemático e obrigatório dentro da obra de Charles Chaplin, Em Busca do Ouro mantém um frescor que transcende os limites do cinema mudo, com todas as características que fizeram do seu cinema um marco, da comédia pura ao drama tragicômico. O filme também é um dos mais ambiciosos da carreira de Chaplin, contendo algumas passagens de grande escopo e fazendo uso extensivo de efeitos e trucagens óticas que funcionam muito bem. É aqui que aparecem a famosa dança dos pãezinhos e a sequência em que um esfomeado enxerga Carlitos como uma apetitosa galinha.

Em Busca do Ouro seria relançado na década de 40, em nova edição com 20 minutos a menos, sem letreiros e com narração do próprio Chaplin. Este é o corte principal que vem no DVD da Warner, mas a versão original de 95 minutos está devidamente incluída no disco extra. Na minha opinião é ela que deve ser vista, pela pureza do cinema mudo e pelo charme inerente ao modo de se fazer cinema na década de 20.

O Exterminador do Futuro - A Salvação (Joseph McGinty Nichol, 2009) 7/10

Com: Christian Bale, Sam Worthington, Anton Yelchin, Moon Bloodgood, Bryce Dallas Howard

Será que James Cameron imaginava, nos idos de 1984, que sua criação despretensiosa chegaria a uma terceira sequência e com fôlego para mais filmes depois deste? Em A Salvação, a mitologia do exterminador continua mais forte que nunca no ano 2018, num cenário dominado pelas máquinas e patrulhado às escondidas por focos de resistência parcialmente liderados por John Connor (Christian Bale), o alegado "salvador da raça humana". Ele continua sua busca pelo pai Kyle Reese (Anton Yelchin), então apenas um adolescente, mas o reaparecimento de um assassino condenado à morte (Sam Worthington) cuja origem está ligada à Skynet pode representar a diferença entre vitória e derrota. McG, o diretor, não quis arriscar nenhuma das graças que melaram a sua fama em outros filmes, compondo um trabalho opressivo que lembra demais Matrix, Transformers e Mad Max. Em hipótese alguma um fã de ficção científica que se preze poderá desabonar tal aspecto do filme, mas ajudaria um pouco se Christian Bale não fosse tão antipático. Eu adoraria se tivessem mantido Nick Stahl no papel. Bryce Dallas Howard, coitada, nem consegue mostrar qualquer serviço, já que sua personagem foi transformada numa inútil. Apesar deste quarto filme não manter a coesão narrativa de seus antecessores, ele traz passagens acachapantes com ótimos efeitos visuais e uma extraordinária edição de som. Não faz feio, e com certeza abre o caminho para mais exemplares de uma franquia agora francamente apocalíptica.

As Minas do Rei Salomão (J. Lee Thompson, 1985) 5/10

Com: Richard Chamberlain, Sharon Stone, Herbert Lom, John Rhys-Davies, Ken Gampu

De todos os inúmeros clones que surgiram no rastro de Indiana Jones no cinema na década de 80, Alan Quatermain é provavelmente um dos mais famosos. O personagem não é uma criação original, e suas aventuras foram escritas por Henry Rider Haggard no final do século 19. Esta é uma das várias versões deste material para o cinema, e traz como maior desvio em relação ao texto original a presença de um general nazista (Herbert Lom) obcecado com os tesouros perdidos do rei Salomão na África. Aliado a um mercenário local (John Rhys-Davies), ele captura um pesquisador que detém o segredo da localização das minas. Sua filha (Sharon Stone) contrata então o aventureiro Quatermain (Richard Chamberlain) para ajudá-la a encontrá-lo. O baixo orçamento proporcionado pelo grupo Cannon é parcialmente disfarçado pela direção do experiente J. Lee Thompson, mas é inevitável não notar o quanto o filme envelheceu. Às vezes ele se arrasta, em outras os efeitos especiais machucam a ação e, à medida em que o filme se aproxima do fim, os absurdos aumentam proporcionalmente. Chamberlain consegue manter um carisma adequado aos pastiches de Sessão da Tarde, mas a curiosidade maior é ver Sharon Stone em estágio pré-fama. O verdadeiro bônus, no entanto, é a trilha sonora de Jerry Goldsmith, que mistura a grandiosidade de um John Williams com os timbres de ação que lembram o que o próprio Goldsmith compôs para a série Rambo.

O Retorno dos Malditos (Martin Weisz, 2007) 3/10

Com: Michael McMillian, Jessica Stroup, Jacob Vargas, Daniella Alonso, Lee Thompson Young

Saber que Wes Craven participou ativamente da concepção desta sequência da refilmagem de um clássico idealizado pelo próprio me deixou impressionado, e infelizmente não no bom sentido. Eu costumava xingar distribuidores por entubar filmes e mandá-los direto para o varejo ao invés de exibi-los nos cinemas, mas neste caso eu engulo o sapo e aplaudo a decisão. O Retorno dos Malditos não merecia a honra de uma tela grande, já que chafurda nos clichês mais recorrentes dos slashers sem ter história alguma pra contar. É uma contagem de corpos sem novidades onde a diversão da plateia está em adivinhar quem morre em seguida e em que momento a loirinha (Jessica Stroup) ou a moreninha (Daniella Alonso) serão estupradas pelos deformados da vez, que têm como motivação adicional o desejo de "perpetuar a espécie". Não existe diferencial algum que valha a pena ser mencionado, e mesmo as cenas que deveriam ser mais polêmicas (como o estupro) são filmadas de forma decepcionante. A comédia de risos amarelos surge inadvertidamente e não chega nem perto de compensar o roteiro vazio e na maior parte do tempo estúpido. Quer sequência decente para filme de terror recente? Confira O Albergue 2, esse sim injustamente ignorado.

Divagações postadas por Edward em 30 de Junho de 2009

Diário On-line de Férias - 2009

Transcrição ordenada do meu twitter no período - todas as estampas de hora estão no horário de Cuiabá (Inglaterra +5h, demais países +6h).

Ói eu aqui!
Cuiabá: É isso aí, vamos nessa, né? 11:35 AM Jun 10th from web
Guarulhos: muita chuva! Vamos ver se consigo pegar um trecho do jogo da selecao! 9:42 PM Jun 10th from txt
Londres: a dona da imigraÇao foi dura na queda, olhou TODOS os meus papéis! 12:38 PM Jun 11th from txt
Shepshed: quase-bafao - ontem quase acabei sendo confundido com um tarado na chegada do hotel... 5:44 AM Jun 12th from web
Shepshed: e agora na livraria da cidade para pegar algumas informacoes cruciais de sobrevivencia! 5:45 AM Jun 12th from web
Download: -6 h para FNM ao vivo! O Staind tah mandando ver agora! 11:13 AM Jun 12th from txt
Download: fuckin' awesome! So agora percebi o quanto estou rouco... E quebrado! 7:14 PM Jun 12th from txt
Shepshed: 1a. mudanca de planos - vou para Londres hj mesmo! 5:52 AM Jun 13th from txt
Londres: check-in no hostel, almoco rapido e passeio em Regent's Park a vista. O tempo estah otimo! 11:56 AM Jun 13th from web
Londres: Dudu, o primeiro "pint" eh de Guiness e vai pra vc, bandido! 4:15 PM Jun 13th from txt
Londres: a cachaca de ontem me fez perder o horario do cafe da manhan! 10:49 AM Jun 14th from web
Londres: rumo a Piccadilly Circus, Regent Street e Oxford Street! 11:38 AM Jun 14th from web
Londres: putz, fazia tempo que eu nao andava tanto! Acho que vou ter que dormir umas duas rodadas p/ me recuperar! 6:05 PM Jun 14th from txt
Londres: infelizmente, Wimbledon so estara aberto para entradas a partir do dia 22! Putz, nao poderia ser uma semaninha mais cedo nao? 10:28 AM Jun 15th from web
Londres: baguete enorme curtindo a vista no Kensington's Garden e passeio pelas redondezas. Carol, tua encomenda ja ta na mala! 10:29 AM Jun 15th from web
Londres: prestes a jantar um "garlic bread" com um "tagliatele casalinga" em Notting Hill, para encerrar o dia. 2:54 PM Jun 15th from txt
Londres: dona gordinha entra no metro c/ um copo de Starbucks cheio ate a tampa... metro sacode e... chuveirinho de cafe ralo na galera!! 7:30 AM Jun 16th from web
Londres: algumas compras de ultimo dia (Batsugun!), com passeio em Camden Town e comida portuguesa no Nando's. 9:52 AM Jun 17th from web
Londres: que piada, acabei de ajudar um local a se situar para encontrar a estacao de Paddington... Eu parecia ate um londrino nato! hehehe 4:54 PM Jun 17th from web
Amsterdam: incrível como essa cidade tem um estilo que nenhuma outra tem. Já dei uma andada básica, e mais tarde tem mais! 2:36 PM Jun 18th from web
Amsterdam: meus pés nem doem mais ao caminhar! Não sei se é porque estive andando pelo Red Light District, mas tudo bem... Hehehe 6:54 PM Jun 18th from web
Amsterdam: é, vem um friozinho aí... por enquanto, algumas comprinhas aqui e ali. Bruno, tua encomenda já tá na mala! 11:18 AM Jun 19th from web
Amsterdam: com o sol se pondo depois das dez, a noite acaba parecendo tao curta! 3:38 PM Jun 19th from txt
Copenhague: acabei de chegar à estacão central, e descobri que perdi o papel com o endereco do hostel - internet café emergency! hehehe 2:42 PM Jun 20th from web
Copenhague: numa caminhada com sol ao longo da costa, prestes a ver a pequena sereia! 8:12 AM Jun 21st from txt
Copenhague: uma taca de vinho com pato assado ao molho de cogumelos - alguém me acompanha? 4:47 PM Jun 21st from web
Copenhague: ja imaginaram um idilio p/ o pessoal chegado na erva chamado "Christiania"? Pois é, aqui tem! 10:53 AM Jun 22nd from txt
Copenhague: puxa, esse último vinho me fez sair do restaurante trocando as pernas. Sério! 5:09 PM Jun 22nd from web
Estocolmo: quase não dá pra acreditar no clima aqui... Quente, quase como Cuiabá! Acho que nem vou levar agasalho no passeio de hoje! 11:11 AM Jun 23rd from web
Estocolmo: no centro da cidade, fazendo (mais) compras - dificil achar DVD dual-layer, Coquel! 3:13 PM Jun 23rd from txt
Estocolmo: a Internet no hostel daqui é "di grátis"!!!! Que tal se em todo hotel/hostel fosse assim, né? 4:31 PM Jun 23rd from web
Estocolmo: em Gamla Stan voce pode passar o dia inteiro entrando e saindo de lojas - aqui eu achei a tua parada, Coquel! 8:03 AM Jun 24th from txt
Estocolmo: depois de esticar as pernas na área de Vasastaden, de volta à adorável Gamla Stan para um jantar típico. 5:03 PM Jun 24th from web
Estocolmo: conhecendo a regiao de Södermalm! E vai aqui um muito obrigado a todos que estao me mandando mensagens hoje! 10:18 AM Jun 25th from txt
Estocolmo: a vista da cidade a partir da ponte sobre Långholmen é digna de uns 10 minutos de admiracão. Que melhor lugar para refletir? 5:00 PM Jun 25th from web
Oslo: clima espetacular e pés descansados para mais uma gloriosa etapa de exploracão urbana! 12:40 PM Jun 26th from web
Oslo: esse povo da Escandinavia deve ganhar muito dinheiro mesmo! Até shopping fecha às 8h00! 3:29 PM Jun 26th from txt
Oslo: um gigantesco parque ladeado com 200 esculturas feitas por um cara bem depravado: Vigelandsparken. Hahaha 6:31 AM Jun 27th from txt
Oslo: bares daqui tocam Crack Hitler do Faith No More. Como nao gostar da vida numa cidade assim? 5:52 PM Jun 27th from txt
Oslo: Allemannsretten! Molhando os pés no lago de Sognsvann e curtindo a vista montanhosa da floresta. 5:36 AM Jun 28th from txt
Oslo: Karl Johans Gate e os jardins do palacio real, para encerrar Oslo e as férias internacionais! 1:44 PM Jun 28th from txt
Oslo: fora do mapa e do guia - Café Utsikten, em Ekeberg, com espetacular vista das ilhas ao por-do-sol. 4:11 PM Jun 28th from txt
Oslo: no aeroporto, esperando para voar para londres de British Airways. 6:48 AM Jun 29th from web
Londres: Murray e Wawrinka numa das telas do Heathrow, e poucos restaurantes para dar conta de tantos passageiros no terminal 4! 4:21 PM Jun 29th from txt
Cuiabá: ok, de volta em casa, são e salvo! 1:10 PM Jun 30th from web

Log do twitter anexado por Edward de 10 a 30 de Junho de 2009

Estou pronto!

Sim, queridos milhares de 2 leitores, estou pronto para mochilar por uns 20 dias pela Europa!

Estou pronto!

É por isso que, infelizmente, durante todo o mês de Junho vocês não serão agraciados com as minhas espetaculares atualizações sobre filmes e jogos que abrilhantam a leitura diária de todos!

Para não deixá-los no escuro, abaixo está o roteiro básico de onde poderei estar nas próximas semanas:

Roteiro de férias - 2009

Calma, não precisam chorar pela minha ausência!

Estive testanto o tal do twitter nos últimos dois meses, e deixarei amanhã um post rolante onde estarei colocando atualizações rápidas de onde vou estar, lugares que visitei, nível alcóolico corrente, bafões associados, etc. Isso, obviamente, quando eu tiver chance de chegar perto de um computador com conexão à Internet. Vamos ver, esse twitter deve ser bom para alguma coisa afinal...

Espero ter muitas coisas para contar quando voltar (se determinadas circunstâncias não me levarem a outro lugar logo depois - mas isso é outra história).

Até a volta!

Texto postado por Edward em 9 de Junho de 2009

Cuiabá - Sede da Copa do Mundo de 2014

Copa 2014!

Não resisti.

Até pensei por um momento em escrever alguma coisa quando Cuiabá foi oficialmente selecionada como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, vencendo uma disputa acirradíssima com Campo Grande. Mas logo depois achei que já havia muita gente falando, bem ou mal, do resultado. Então deixei quieto.

Fato é que hoje recebi um link de uma amiga com um artigo inusitado escrito por um comunicador da UFMS. Sem me posicionar sobre a questão, recomendo que leiam. É uma pena que a página lá não permita comentários, eu gostaria de saber o que campograndenses e cuiabanos têm a dizer sobre o sincero texto de Guto Dobes.

Se algum dia o artigo sair do ar eu o reproduzirei aqui mesmo, não se preocupem. Fiquem agora com uma bela foto de Cuiabá que acabei de encontrar através do Google. Não sei quem tirou, mas o fotógrafo merece meus cumprimentos!

Cuiabá

Texto postado por Edward em 5 de Junho de 2009

Aquisições Gamísticas - MAI 2009

Vejamos o que chegou de bom em Maio!

Últimas aquisições de Playstation 2 e Xbox 360 - MAI 2009
Gunbird 1 & 2, DoDonPachi Dai-ou-jou, Trigger Heart Exelica Enhanced (Playstation 2) e Death Smiles (Xbox 360)

Para os consoles mais avançadinhos foram esses aí de cima. Com exceção de Death Smiles, todos os outros eu já tinha em outras plataformas. Os Gunbirds, por exemplo, já abrilhantam meus acervos de Saturn e Dreamcast – a versão dupla do PS2 não compromete e oferece uma boa alternativa às demais. Finalmente entendi porque DoDonPachi DOJ BLEX do Xbox 360 é tão criticado: a versão do PS2 é excelente, com praticamente nenhum tempo de loading para testar a paciência do jogador... E esse novo Trigger Heart Exelica é a mesma coisa do Dreamcast, sem tirar nem pôr, com exceção das cenas de anime que aparecem aqui e ali.

E Death Smiles? Sinceramente, este é o primeiro shmup desta nova geração de vídeo-games que me impressionou de verdade. Não sei se é porque meu sub-gênero favorito é o tiro horizontal, mas tudo nele é fantástico. A Cave acertou mesmo a mão, fazendo um título que pode ser apreciado tanto por jogadores casuais quanto por viciados em bullet hell. Acreditem, Death Smiles é razão suficiente para você importar um Xbox 360 japa, se você ainda não o fez!

Últimas aquisições de PC Engine CD, Playstation e Saturn - MAI 2009
Metamor Jupiter, Cho Aniki (PC Engine CD), Airgrave (Playstation) e Wonder 3 (Saturn)

Para o PC Engine, estas aí foram as aquisições mais importantes. Metamor Jupiter parece ser um bom desafio, e Cho Aniki – o primeiro jogo, aquele que deu origem a toda a bizarrice – mostrou-se bem divertido, sem muitos excessos de viadagem. A música é ótima! Airgrave chegou para colocar um pouco de volume na minha seção magra de Playstation, enquanto Wonder 3, coletânea de 3 títulos que traz um shmup chamado Chariot, me colocou a apenas três jogos de completar minha coleção de shmups do Saturn. Em breve, em breve...

E Dux? Em Junho sai, não é possível!

Texto postado por Edward em 3 de Junho de 2009

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