Filmes Vistos em Julho - Parte 2

Mensagens do Além (David Fairman, 2007) 6/10

Com: Jeff Fahey, Kim Thomson, Martin Kove, Bruce Payne, Jon-Paul Gates

Médico patologista (Jeff Fahey) vive em crise pessoal e se afoga em bebida desde o trágico falecimento da esposa. Quando um assassino encapuzado começa a matar várias mulheres da cidade ele passa a integrar a equipe de investigação, que inclui ainda um famoso detetive norte-americano (Martin Kove) e uma ex-colega de faculdade (Kim Thompson). Ao mesmo tempo, várias mensagens estranhas começam a aparecer em sua rotina diária, trazendo à tona um passado conturbado e colocando-o numa situação desconfortável diante dos colegas. É notável o potencial latente de grande filme que existe em Mensagens do Além. Infelizmente, o longa padece de uma atmosfera de Super Cine que mina as expectativas da história antes mesmo delas serem estabelecidas. Jeff Fahey é quem mais surpreende numa performance inspirada, enquanto o sempre canastra Martin Kove aparece como um dos pontos baixos do elenco ao destoar completamente do restante dos colegas. O roteiro comete alguns exageros desnecessários no tratamento dado ao limiar entre o real e o sobrenatural, e quase consegue de redimir na revelação final. Mas não tem jeito, o veredito é de Super Cine mesmo. Passável, mas ainda assim Super Cine.

La Ragazzina (Mario Imperoli, 1974) 4/10

Com: Gloria Guida, Paolo Carlini, Colette Descombes, Andrés Resino, Gianluigi Chirizzi

A.K.A. Monika — Sem a menor pretensão de chegar aos pés de Lolita (Stanley Kubrick, 1962), La Ragazzina é um daqueles pastiches descartáveis que apresentam mais uma visão para a destruição social que uma mocinha de 15 anos é capaz de causar no mundo masculino à sua volta. Bem, é mais ou menos isso, apesar do visível relaxo narrativo do filme. Monika (Gloria Guida) está prestes a fazer aniversário, e continua a rejeitar as investidas toscas do namorado, uma rapaz que é também aprendiz de cafetão. Ela adora saracotear pra lá e pra cá com os vestidos mais provocantes possíveis, daqueles de deixar bodes velhos doidos de desejo. Um deles inevitavelmente cai na sua teia, mas o verdadeiro interesse da garota parece estar em outro lugar. O desenvolvimento da história é frouxo e relaxado, principalmente na caracterização básica de personagens (como o namorado cafetão, visivelmente esquecido na reta final), e a pouca variação emocional fica reservada para o desfecho engraçadinho. Dito isso, mais uma vez o maior atrativo do filme termina sendo a belíssima protagonista, que faz a alegria dos admiradores de um guilty pleasure rasteiro e inocente.

Divagações postadas por Edward de 27 a ?? de Julho de 2010

Aprendendo Inglês com Filmes

Às vezes sou perguntado sobre onde aprendi a falar inglês, ou o que fazer para aprender inglês de maneira efetiva. Nestes últimos dias estive pensando sobre isso, mais ou menos após aprender o significado de "cuckold" por meio do filme Dossier Érotique d'un Notaire (Jean-Marie Pallardy, 1972).

English???

Quase sempre a minha resposta para a pergunta do parágrafo acima é básica: mamãe e papai me colocaram na escolinha do Fisk quando tinha 12 anos e blá-blá-blá. Sim, é verdade, o fato de ter feito um curso direcionado bem cedo na vida foi decisivo. Um curso assim representa um importante passo para todos que desejam dominar o idioma. Infelizmente, o mais importante no meu ponto de vista não é esse tal curso oferecido pelos Fisks, CCAAs e Wizards da vida, que muita gente ainda acredita ser uma coisa mágica. Experimente, por exemplo, fazer o curso completo e ficar 1 ou 2 anos longe de qualquer coisa que tenha a ver com inglês. O que acontece?

Na minha opinião, existem duas verdades absolutas sobre aprender inglês:

  1. É preciso gostar - se você não gosta de algo, por que dedicar seu tempo a isso? Você pode aprender na marra, mas nunca sairá do nível do necessariamente medíocre;
  2. É preciso se manter em atividade, lendo, falando, escrevendo - acima de tudo, aprendendo mais neste processo e ampliando o vocabulário.
Meu Primo Vinny

Geralmente, quem se mantém em atividade depois de fazer um curso regular são aqueles que trabalham com o idioma no dia-a-dia ou possuem atividades extras que envolvem uma boa quantidade de inglês. Foi pensando nestas tais atividades extras que esse texto/post nasceu. O mundo hoje está tão globalizado que é praticamente impossível o inglês ficar completamente ausente da rotina diária de um profissional ou de um estudante. É inglês em livros, revistas, música, cinema. E o inglês no cinema representa, para mim, uma das fontes de contínuo aprendizado mais prazerosas de se ter. Assistindo a um filme COM legendas é possível aprender muita coisa, e em 90% dos casos em que a pessoa tem um conhecimento no mínimo mediano nem é necessário um dicionário para captar a mensagem.

Outro exemplo não muito distante de uma palavra que aprendi/fixei quando assisti a um filme foi no caso do ótimo Meu Primo Vinny (Jonathan Lynn, 1992). A palavra é "contempt". Fred Gwynne (no papel do juiz responsável pelo julgamento do primo de Vinny acusado de assassinato) é bastante enfático quando a pronuncia, e não é preciso dicionário nenhum para que saibamos o que ela significa. Pode parecer uma contribuição boba, mas acredito que se for possível tirar no mínimo uma palavra ou expressão nova de um filme ao qual assistimos já está de bom tamanho.

Vejam outros exemplos de palavras que aprendi em filmes ao longo dos anos e nunca esqueci:

Texto postado por Edward em 19 de Julho de 2010

Filmes Vistos em Julho - Parte 1

I Corpi Presentano Tracce di Violenza Carnale (Sergio Martino, 1973) 7/10

Com: Suzy Kendall, Tina Aumont, Luc Merenda, John Richardson, Conchita Airoldi

A.K.A. Torso — Eu nem sabia que esse giallo tinha uma fama tão boa antes de assisti-lo. Na superfície ele é igual a muitos outros: maníaco encapuzado começa a matar indiscriminadamente os jovens de um campus na Peruggia, espalhando pânico geral. Para fugir do perigo e descansar, quatro amigas resolvem se retirar numa casa de campo do tio de uma delas, mas é claro que o assassino vai dar um jeito de chegar até lá. Torso começa bem normalzinho, com a contagem de corpos subindo sem que haja muitas surpesas, até o momento em que o roteiro quebra a expectativa da plateia e capricha num suspense de nível arrebatador... para depois se render ao clichê no desfecho. É exatamente o trecho intermediário que garante a popularidade do filme junto aos entusiastas de giallos. Eu gostei particularmente do fato do roteiro permitir que o público elimine aos poucos as suspeitas de quem é o bandido sem usar nenhuma trapaça narrativa. Há também um forte componente de choque adicionado com uma apreciável sutileza cênica, que se contrapõe à nudez em profusão de parte do elenco feminino. Quem será o assassino? O namorado ciumento de uma das moças, o professor de arte, o tio prestativo ou alguém completamente inesperado? A resposta faz com que a aparentemente desconexa cena introdutória faça bastante sentido. E isso para mim é indicativo de um bom giallo, capaz até de abonar o ritmo derrapante da primeira parte da história.

O Corvo (Roger Corman, 1963) 8/10

Com: Vincent Price, Peter Lorre, Boris Karloff, Hazel Court, Jack Nicholson

O Corvo é um dos poemas mais famosos do escritor Edgar Allan Poe. Como "versão" cinematográfica, o longa-metragem dirigido por Roger Corman adapta livremente a ideia geral dos versos de Poe numa comédia de horror como nenhuma outra, a começar pela trinca de astros do gênero compondo o elenco: Boris Karloff, Vincent Price e Peter Lorre. Numa época que parece ser a Idade Média, Price ainda sofre com a recente perda da esposa (Hazel Court), sozinho em seu casarão. Até o dia em que um corvo falante o surpreende e exige que ele utilize seus dons de magia para revertê-lo à forma humana. E eu não vou escrever mais nada da história. Basta saber que lá pelas tantas há um confronto de magos épico entre Vincent Price e Boris Karloff. Só isso já vale o filme, ora bolas! O melhor é que, além de trazer três monstros sagrados em sua melhor forma, O Corvo é muito engraçado, imprevisível e extremamente divertido. Os valores de produção podem ser irrisórios, mas são aproveitados como só um cineasta como Roger Corman é capaz de fazer. A curiosidade maior fica por conta de um jovem Jack Nicholson no papel de filho do gordinho Peter Lorre. Imperdível para qualquer fã de terror ou comédia.

Brinquedo Assassino (Tom Holland, 1988) 5/10

Com: Catherine Hicks, Chris Sarandon, Alex Vincent, Brad Dourif, Dinah Manoff

Não consigo deixar de pensar que Brinquedo Assassino é a cara do cinema de terror norte-americano dos anos 80. Temos aqui uma história fora dos eixos que implora pela imediata suspensão de descrença, um vilão bem caracterizado (pequeno amálgama de vários vilões oitentistas), uma vítima clássica, heróis também clássicos em sua ignorância diante do desconhecido e a típica cinematografia tão marcante desta época. Antes de ser morto dentro de uma loja de brinquedos, bandido revoltado (Brad Dourif) conjura um feitiço macabro que transfere sua mente para o corpo de um famoso boneco, o qual acaba indo parar no lar do garoto Andy (Alex Vincent). O moleque se torna o principal suspeito quando uma amiga da mãe morre em circunstâncias misteriosas e insiste que o responsável por tudo é o boneco, cujo nome é Chucky. Não demora para que Chucky se mostre uma presença bem mais ameaçadora para todos à sua volta, em especial para os desafetos de quando era humano e para o policial que o "matou", interpretado por Chris Sarandon. Como a mãe, Catherine Hicks está um pouco histérica, mas quem não ficaria se soubesse que uma miniatura do Fofão está à solta querendo matar seu filho? A verdade é que por mais que o filme se esforce e faça tudo certinho do ponto de vista do roteiro, simplesmente não dá para levar Brinquedo Assassino a sério. Ainda assim, é possível entender porque tantas crianças faziam xixi na cama de medo por causa de Chucky. Nem adianta fazer graça comigo, essa é a primeira vez que assisto ao filme!

Terror na Antártida (Dominic Sena, 2009) 8/10

Com: Kate Beckinsale, Gabriel Macht, Tom Skerritt, Columbus Short, Alex O'Loughlin

O meu maior medo com relação a Terror na Antártida era que o filme seguisse os passos do superestimado O Enigma do Outro Mundo, porque o trailer claramente apontava para essa possibilidade. Espero que o leitor não qualifique isso como spoiler, mas devo dizer que felizmente isso não acontece. Baseado numa HQ escrita por Greg Rucka, o filme é um thriller whodunnit clássico que se passa todo em pleno Pólo Sul. Kate Beckinsale é a agente federal responsável pela segurança de uma estação de pesquisas. Poucos dias antes dela partir para um novo posto um corpo é encontrado no gelo, e as circunstâncias da sua morte desencadeiam um mistério envolvendo uma carga preciosa soterrada sob a neve. A piora das condições climáticas, a presença de um assassino misterioso no complexo e a chegada súbita de um agente do FBI (Gabriel Macht) se combinam para criar uma situação desesperadora. Com uma estrutura narrativa enxuta (que remete vagamente aos melhores episódios da série Arquivo X), Terror na Antártida entretém sem aborrecer. A produção transmite com ótimos resultados a sensação de se expôr a temperaturas inferiores a –50°C enquanto a merda vai para o ventilador. Injustamente subestimado, o filme foi ignorado pelo circuito de cinema nacional e merece ser apreciado como o bom suspense que é.

Shrek Terceiro (Chris Miller e Raman Hui, 2007) 6/10

Vozes: Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, Rupert Everett

Tal qual o chucro australiano Mick Dundee fez em sua trajetória cinematográfica, Shrek (Mike Myers) saiu de seu ambiente para acompanhar a amada. A intenção do ogro verde ao final de Shrek Terceiro é também voltar para casa, mas para isso ele precisa encontrar o herdeiro do trono do pai de Fiona (Cameron Diaz), aquele que irá governar o reino em seu lugar. Acompanhado do Burro (Eddie Murphy) e do Gato-de-botas (Antonio Banderas), Shrek tem que levar o jovem Arthur Pendragon (Justin Timberlake) à côrte, tendo ainda que se virar com a inesperada gravidez de Fiona e o retorno do traiçoeiro príncipe encantado do filme anterior (Rupert Everett), que desta vez está amparado por um trupe de vilões clássicos dos contos-de-fadas. Mais uma vez, é somente graças ao carisma previamente conquistado pelos personagens que este terceiro capítulo fica agradável, pois ele é visivelmente inferior à ótima e anárquica segunda parte. O único novo elemento da trama é Arthur, e ele é insuficiente para garantir o fator necessário a uma nova trama - daí o retorno óbvio do maquiavélico príncipe, reduzido a um ator de teatro de segunda categoria no início do filme. Num grupo de personagens onde os maiores atrativos são os coadjuvantes, eu ainda achei que o Gato-de-botas deveria ter sido mais bem aproveitado.

Quel Gran Pezzo dell'Ubalda Tutta Nuda e Tutta Calda (Paolo Lombardo, 1972) 6/10

Com: Pippo Franco, Umberto D'Orsi, Edwige Fenech, Karin Schubert, Pino Ferrara

A.K.A. Ubalda - All Naked and Warm — Olhando de fora, Ubalda tem cara e jeito de mais um sexploitation barato dos anos 70. A verdade, no entanto, está bem distante disso. A ênfase não é a lascívia, mas sim o pastelão. Todas as vertentes do pastelão para falar a verdade, da verborrágica à física, passando por gags visuais ora inocentes e ora bem sacadas. Edwige Fenech, obviamente o maior atrativo da película, é a esposa de um farinheiro em plena Idade Média, mas ela não é a protagonista. A história gira ao redor de Olimpio (Pippo Franco), um cavaleiro que retorna para casa depois da guerra, ansioso para saciar a secura nos braços da bela esposa (Karin Schubert). Infelizmente, ela dá o tombo no rapaz, negando-lhe a abertura do cinto de castidade por algumas semanas enquanto fornica com quatro ou cinco quando ele não está olhando. Mas Olimpio precisa também resolver uma disputa de terras com o vizinho ranzinza (Umberto D'Orsi), tarefa que se torna bem menos indesejável quanto ele deita os olhos na esposa do inimigo, feita por Edwige Fenech. E dá-lhe tramoia após tramoia de Olimpio tentando catar a mulher do outro, que também é uma safada de primeira. Tirando o fato de nunca ser explicado direito porque o marido ciumento não consegue possuir Fenech, a evolução das confusões é agradável e nunca monótona, com um punhado de boas risadas e situações bem engraçadas apesar de um leve exagero no lado físico da comédia. O elenco é ótimo e as atrizes ficam bem à vontade ao longo de todo o filme. Porém, como a nudez nunca é total, a história jamais descamba para a putaria generalizada.

Divagações postadas por Edward de 12 a 18 de Julho de 2010

Aquisições Gamísticas - JUN 2010

Com este post encerro a série "Aquisições Gamísticas", num misto de orgulho e um pouco de tristeza.

O motivo para isso é simples: estou no fim do meu objetivo maior, ou seja, praticamente todos os jogos que eu queria comprar quando iniciei esta série de artigos eu já consegui comprar. Ainda faltam alguns, é verdade, mas estes são bem poucos. E com a recente mudança que fiz na minha lista de jogos, onde incluí fotos de cada um deles, esta série também se torna redundante e desnecessária.

Para encerrar em grande estilo, vou variar um pouco e apresentar uma parte da minha coleção de trilhas sonoras de shmups. Os escolhidos foram os títulos da Cave:

Trilhas sonoras de jogos da CAVE - JUN 2010
Trilhas sonoras de jogos da Cave - de cima para baixo e da esquerda para a direita:
Deathsmiles, Deathsmiles Premium Arrange Album, Deathsmiles IIX
DoDonPachi e DoDonPachi II Bee Storm, DoDonPachi Dai-ou-jou e Ketsui, DoDonPachi Dai-Fukkatsu Black Label, Espgaluda, Guwange e Esp Ra.De.
Ibara, Muchi Muchi Pork, Mushihimesama, Mushihimesama Futari, Mushihimesama Double Arrange Album

Como eu sempre fui fã de trilhas sonoras, o fato de apreciar jogos de nave me conduziu a perseguir os CDs acima. Acredito que para aqueles que gostam de música e são verdadeiros fãs e colecionadores de shmups isso é uma etapa praticamente inevitável, então prepare-se se você ainda não chegou lá.

As trilhas acima trazem um pouco do melhor material que a Cave já produziu musicalmente. Alguns dos CDs são provenientes das edições especiais dos jogos, pois vieram devidamente com suas caixas e capas. Os que não têm capas ficaram de fora da foto (Espgaluda II, Ketsui Arrange e DoDonPachi Dai-ou-jou Arrange são alguns exemplos).

De todas, a minha trilha favorita é a de Mushihimesama. Muito bons também são os discos de Deathsmiles, DoDonPachi/DoDonPachi II Bee Storm, DoDonPachi Dai-Fukkatsu Black Label e Muchi Muchi Pork. É claro que eu não tenho vários dos jogos acima, como os que ainda não têm conversões para consoles. Muitos deles eu nem vi ao vivo, mas só de assistir a alguns vídeos no Youtube dá para perceber como a música é fantástica e merece ser apreciada.

Bem, esta série vai ficando por aqui. Por aproximadamente um ano e meio ela documentou boa parte da evolução da minha coleção, numa velocidade que agora deve ser razoavelmente ultrapassada pelo número de jogos que estarei terminando. Sabem o que isso significa? Que a melhor parte disso tudo começa agora!

Enquanto isso, deixa eu ir ali estudar mais matemática financeira com Dai-Fukkatsu Black Label no volume 20 do meu aparelho de som...

Texto postado por Edward em 6 de Julho de 2010

Filmes Vistos em Junho - Parte 2

Museu de Cera (André De Toth, 1953) 5/10

Com: Vincent Price, Phyllis Kirk, Paul Picerni, Frank Lovejoy, Nedrick Young

Vinte anos depois de ser levada às telas de cinema, a história do museu de cera onde pessoas de verdade são exibidas comos e fossem obras de arte ganhou uma refilmagem que hoje é notória por ser o cartão de entrada de Vincent Price dentro do gênero que se tornaria sua marca registrada. Já passando dos 40 anos, aqui ele encarna o papel do escultor que vê suas obras de figuras de cera serem consumidas por um incêndio, retornando algum tempo depois com uma nova e hiperrealista exibição de gala. Tal qual o original de 1933, sua loucura torna-se alvo da suspeita de uma moça enxerida (Phyllis Kirk). Como refilmagem, Museu de Cera perde para o material que o inspirou por seguir praticamente o mesmo molde narrativo sem acrescentar nenhum diferencial no que diz respeito às situações e personagens. A única exceção é Vincent Price, que por ter se mostrado tão à vontade no papel acabaria se especializando em fazer filmes de horror nos anos seguintes. Interessante notar como é exacerbado o aspecto de fantasma da ópera com corcunda de Notre-Dame dado ao malfeitor misterioso que assombra a mocinha da história. O filme teve a honra de ser a primeira produção em 3D feita e exibida por um grande estúdio, mas a maior curiosidade de todas é a presença de Charles Bronson no papel do ajudante mudo de Vincent Price.

Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador (Lasse Hallström, 1993) 10/10

Com: Johnny Depp, Leonardo DiCaprio, Juliette Lewis, Darlene Cates, Mary Steenburgen

Fracasso injusto de bilheteria e de crítica na época de seu lançamento, este filme facilmente subestimável é com certeza um dos melhores trabalhos do sueco Lasse Hallström. Gilbert Grape (Johnny Depp) mora numa cidadezinha onde nada acontece, e segue a vida soterrado pela responsabilidade de cuidar da família. Além das duas irmãs e da mãe morbidamente obesa, sua principal ocupação durante todo o dia é olhar pelo irmão deficiente Arnie (Leonardo DiCaprio). Sua visão de mundo começa a mudar com a chegada de Becky (Juliette Lewis), que está apenas de passagem e prestes a seguir viagem. O retrato da cidade pequena, das rotinas da sua população e da submissão de Gilbert diante de uma realidade que não irá mudar nunca é de uma eficiência digna de nota. Calado e introspectivo, tudo sobre ele é espelhado naqueles que o rodeiam, da família aos personagens coadjuvantes (todos muito bem caracterizados, num elenco que reúne nomes de peso como John C. Reilly, Mary Steenburgen e Crispin Glover). Envolvente, enaltecedor e ao mesmo tempo extremamente triste, este é o tipo de drama obrigatório para quem não deixa passar uma história bem contada. O filme é bastante lembrado pela performance extraordinária de Leonardo DiCaprio, que muitos, eu incluso, consideram a melhor de sua carreira. Não é à toa que ele foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante, tendo perdido injustamente. Outra indicação que não teria sido nada má é a de Darlene Cates como atriz coadjuvante - é uma pena que ela não tenha deslanchado na carreira de atriz, já que não existem muitos papéis disponíveis para alguém de tão elevada massa corporal.

Toy Story 3 (Lee Unkrich, 2010) 8/10

Vozes: Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Ned Beatty, Michael Keaton

Desenhos para mim eram (e ainda são em grande parte) algo que está em último lugar na minha lista de prioridades cinéfilas. Desde o primeiro filme eu nunca me preocupei em dar alguma chance à série Toy Story. Brinquedinhos coloridos, coisas fofinhas e uma atmosfera infantil demais? "Tô fora" era a minha única reação. É por isso que a minha experiência assistindo a Toy Story 3 foi a de um completo neófito, cujo único conhecimento prévio sobre os personagens era o de que o protagonista cowboy era dublado por Tom Hanks. E não é que eu gostei da história? Ela gira em torno da partida do agora adolescente Andy, que precisa se mudar para ir à faculdade. Largados há anos, seus brinquedos entram em desespero por não saberem se vão para o lixão ou para o sótão, mas o destino faz com que eles acabem indo parar numa creche dominada por um urso de pelúcia que está mais para lobo em pele de cordeiro (voz original de Ned Beatty). Inicialmente isolado, Woody (Hanks) precisa socorrer os amigos e levá-los de volta para casa. Confesso que a ideia de que os brinquedos convivem numa realidade à parte quando estão fora dos olhos humanos é uma sacada simplesmente genial. Se alguém tivesse me explicado como as coisas eram talvez eu tivesse visto os filmes anteriores. Toy Story 3 é divertido (os efeitos em 3D não são exagerados) e carregado de suspense, com várias parábolas inocentes que discorrem sobre o bem e o mal. Ele só peca um pouco pela inocência e melosidade excessivas do desfecho.

Pânico na Neve (Adam Green, 2010) 8/10

Com: Shawn Ashmore, Emma Bell, Kevin Zegers, Ed Ackerman, Rileah Vanderbilt

Dentro da série de suspenses minimalistas da mesma estirpe de Mar Aberto, Pânico na Neve se sobressai como um dos melhores exemplares recentemente realizados. Sem muita frescura, a história mostra o drama de três amigos que acabam isolados no teleférico de uma estação de esqui a vários metros de altura, sem qualquer chance de obter ajuda pois a estação foi fechada e só reabrirá dali a cinco dias. A premissa é simples, porém plausível, e o mérito maior do filme é manter essa plausibilidade durante a maior parte do tempo, sem recorrer a saídas milagrosas para o desespero enfrentado pelos jovens. O roteiro tem um ritmo que evita o marasmo devido às limitações espaciais da história, e o elenco bem escalado trasmite a sensação de crescente terror com inesperada competência. Irônico mesmo é o fato do protagonista dessa pequena tragédia na neve ser Shawn Ashmore, o Homem de Gelo da série X-Men. Que falta fazem os poderes mutantes às vezes, não é mesmo? E nunca custa lembrar algo que este filme transmite com uma eficiência assustadora:

NORMAS DE SEGURANÇA EXISTEM PARA SEREM CUMPRIDAS.

Nunca se esqueçam disso.

Os Crimes do Museu (Michael Curtiz, 1933) 7/10

Com: Lionel Atwill, Glenda Farrell, Fay Wray, Gavin Gordon, Allen Vincent

O terror cinematográfico na década de 30 foi dominado por Drácula, Frankenstein e também pela múmia. No entanto, saindo desta redoma sagrada de monstros é possível encontrar muitos outros trabalhos interessantes dentro do gênero, como este Os Crimes do Museu, um longa que trilha um caminho mais calcado no suspense e que no futuro teria sua ideia básica refilmada duas vezes (Museu de Cera em 1953 e A Casa de Cera em 2005), estes sim com maior ênfase no horror propriamente dito. Depois de ver seus trabalhos de cera serem consumidos por um incêndio criminoso em Londres, exímio escultor (Lionel Atwill) se instala nem Nova York e reabre sua exposição depois de recompor as obras perdidas. A perfeição de seus trabalhos desperta a suspeita de uma repórter enxerida (Glenda Farrell) que investiga a recente morte de uma atriz famosa, enquanto os olhos do escultor recaem sobre a bela amiga da moça (Fay Wray). Por um lado, o filme é inocente ao tratar do modus operandi do assassino, mas ganha pontos ao manter o mistério sobre o homem deformado, discorrer abertamente sobre o vício em drogas de um dos personagens da trama (antes da censura impôr suas garras na indústria) e apresentar uma figura feminina forte, apesar de um pouco irritante, na jornalista de Glenda Farrell. Ela é, em todos os sentidos, a precursora de futuras personagens de língua afiada do tipo Lois Lane. Como curiosidade, Os Crimes do Museu foi um dos poucos filmes feitos com a tecnologia technicolor em duas cores (2-strip), um dos primeiros métodos utilizados no cinema para obter a fotografia colorida em película.

No Brasil, Os Crimes do Museu aparece como um extra no DVD de Museu de Cera, distribuído pela Warner.

Esquadrão Classe A (Joe Carnahan, 2010) 7/10

Com: Liam Neeson, Bradley Cooper, Quinton Jackson, Sharlto Copley, Jessica Biel

Eu confesso que, apesar de ter crescido na década de 80, foi somente bem tarde que acabei conhecendo o seriado Esquadrão Classe A, que na época era exibido pelo SBT. Do pouco que vi, no entanto, eu gostei. A transição do material para o cinema no formato de uma refilmagem demorou quase 30 anos mas saiu, e o que mais surpreende é o fato do filme não subverter o conceito original com as idiotices exageradas dos pastiches de ação de hoje em dia, tendo até mesmo aquele jeitão de longa dos anos 80. Os quatro personagens que compõem o tal esquadrão são os mesmos: o líder e mentor Hannibal (Liam Neeson), o durão B.A. (Quinton Jackson), o arruaceiro metido a garanhão "Cara-de-pau" (Bradley Cooper) e o piloto com um parafuso a menos Murdock (Sharlto Copley, alçando vôo na carreira depois do início inesperado com Distrito 9). A história acompanha a origem do grupo dentro do exército norte-americano, a sua prisão/expulsão e mais tarde o posterior retorno para que eles possam limpar o nome. Em seu encalço está a agente do FBI feita por Jessica Biel, interesse amoroso de um dos mercenários. Bastante movimentado e com ótimo astral, o roteiro obviamente faz concessões malucas para que os planos mirabolantes do grupo sempre dêem certo, por mais que pareça que eles estão na mais absoluta merda. Com exceção do ator que faz o novo B.A. todos fazem o dever de casa direitinho, e é interessante notar como o sex appeal de Jessica Biel foi tolhido completamente. Em geral o filme agrada, sendo daqueles que praticamente pedem por uma sequência.

Divagações postadas por Edward de 30-JUN a 2-JUL de 2010

Torneio Mundial de Mega Drive - Alemanha, OUT 2010

Mega Drive Championships

Provavelmente não é muita gente que sabe, mas existe uma comunidade bastante ativa dedicada a preservar a memória do Mega Drive, console de 16 bits da Sega que fez muito sucesso no início dos anos 90. Uma das atividades mais bacanas de alguns membros dessa comunidade é a realização de torneios dedicados a este vídeo-game. Como um destes membros, eu sou uma das pessoas que organiza alguns destes torneios, orgulhosamente representando o Brasil dentro de um seleto círculo de entusistas.

Para saber um pouco mais do que estou falando, visite o site do Mega Drive Championships, clicando em "Domestic Competitions" para conhecer a contribuição brasileira.

O que vou expor agora, caros leitores, é uma proposta indecente. Se você curte o Mega Drive, leia com bastante atenção.

Neste ano, mais precisamente no dia 2 de Outubro, realiza-se em Nuremberg, na Alemanha, mais um torneio de âmbito europeu, que reunirá times de três pessoas que representarão seus respectivos países. Os países confirmados até o momento são Inglaterra, Alemanha e Portugal. O evento receberá aprovação formal da Sega, inclusive com premiações a serem dadas ao time vencedor.

Worldwide event!

Pois é, algo que começou timidamente como reunião entre amigos acabou tomando proporções consideráveis. Uma das consequências disso é que várias outras nações fora da Europa demonstraram interesse em participar, e algumas em particular receberam convites para estarem elevando o Torneio à categoria de evento mundial. O que é o meu/nosso caso.

Assim, o que proponho neste post, mesmo sabendo da remota possibilidade de concretização da ideia, é o seguinte: algum fã de Mega Drive tem interesse em viajar à Alemanha para participar do torneio comigo, arcando com as suas despesas pessoais? Para formar o time é preciso ter mais duas pessoas.

Calma, eu sei que a ideia é assim, de cara, absurda. Por isso, exponho a seguir algumas coisas que podem fazer pensar aquele que está pelo menos minimamente interessado na possibilidade:

  1. De minha parte, a intenção é participar e, depois, viajar por no mínimo 1 semana para conhecer um pouco mais da Alemanha, um dos países mais belos do mundo.
  2. É imprescindível que a pessoa tenha condições financeiras de bancar os próprios gastos de viagem, hospedagem e alimentação durante o período pretendido de estadia na Alemanha.
  3. Eu acredito que tenho condições de juntar o dinheiro e bancar a minha parte nesta brincadeira (senão eu não estaria escrevendo este post, uai).
  4. Pense nisso como férias. Férias especiais, com direito a jogatina internacional e à possibilidade de escrever um pouco da história do Mega Drive nos dias atuais.
  5. Acredito que a pessoa interessada nem precisa ter um desempenho tão bom nos jogos. O importante é o entusiasmo de estar participando e honrando a bandeira do nosso país numa competição divertidíssima e de grande projeção entre os entusiastas deste hobby.
  6. Ajudará bastante se a pessoa tiver no mínimo alguma capacidade de comunicação em língua inglesa.
  7. Outrunning through Germany
  8. Para quem nunca viajou para o exterior ou para quem tem medinho de ir à Europa, saibam que as pessoas que viajarem comigo vão estar na companhia de alguém que já conhece a cultura local e sabe se orientar. Eis meu currículo resumido no que diz respeito à Alemanha:
  9. Isso é óbvio, mas não custa relatar: o participante deve ser maior de idade e ter passaporte válido.

"Que é isso? Um marmanjo de 34 anos querendo ir à Europa jogar vídeo-game? O que esse cara tem na cabeça... Merda?"

Obviamente, como expus mais acima, eu não estaria indo lá apenas para jogar vídeo-game.

Tem muita gente que passa a vida toda sem sair de casa. Tem muita gente que não faz aquilo que gosta de fazer porque isso não "condiz com a sua idade". Tem muita gente que vive inventando desculpas para não fazer aquela viagem que tanto almeja. Tem muita gente que, por medo ou insegurança, se priva de ótimas experiências, da possibilidade de fazer novas amizades e de ampliar sua visão do mundo. Eu posso ser maluco, mas escrever este post não me tomou nem meia hora, e desistir antes mesmo de tentar não é algo que faz parte do meu vocabulário.

Bem, está dada a mensagem.

Quem tiver interesse pode deixar seu contato nos comentários, ou mandar um email para o endereço kollision@kollision.biz.

Texto postado por Edward em 24 de Junho de 2010

Playstation 2 - Registro da Coleção de Shmups

É chegado o momento de documentar a coleção de shmups do Playstation 2. Esta tarefa hercúlea começou por brincadeira há muito tempo atrás, mais precisamente em Abril de 2005. Nesta época tive a oportunidade de andar pela Universal City Walk de Los Angeles, sem nem saber ainda que era um shmupper doente. Foi lá que comprei Gradius V e R-Type Final, e seria com um destes jogos que em breve eu viria a adquirir esse vício fascinante, ou ao menos reconhecer que eu sempre tinha sido uma vítima dele sem nem me dar conta disso.

Olhando hoje, posso dizer tranquilamente que o PS2 é um dos melhores consoles para se ter quando o assunto é jogos de nave. Como ele teve vida mais longa que o Dreamcast, a sua biblioteca de jogos é bem mais numerosa, e estes não ficam restritos aos lançamentos comuns graças às inúmeras coletâneas lançadas por companhias de peso como Taito, Midway, Namco e Capcom. É importante notar que há títulos para todos os gostos, mas a maioria deles é de orientação vertical.

Coleção de Shmups do PLAYSTATION 2 - JUN 2010
HORIZONTAIS
Cho Aniki, Fantasy Zone, Fantasy Zone Complete Collection, Gradius III & IV, Gradius V, Ocean Commander, R-Type Final, SDI, Sol Divide, Thunder Force VI

Dos horizontais, o único que terminei foi o Thunder Force VI (mas foi bem terminado, no nível MANIAC e sem perder vidas – ainda estou em primeiro lugar na tabela de high scores do shmups.com). Os melhores da foto acima são, na minha opinião, o espetacular Gradius V e Fantasy Zone. Sol Divide é uma porcaria, e Ocean Commander é bem difícil de se encontrar por ter sido lançado somente na Itália. Estou com uma cópia lacrada aqui para negociar, quem quiser entre em contato.

Coleção de Shmups do PLAYSTATION 2 - JUN 2010
VERTICAIS
Shikigami No Shiro 2, Chaos Field New Order, DoDonPachi Dai-ou-jou, Dragon Blaze, Espgaluda, Giga Wing Generations, Gunbird 1 & 2, Homura, Ibara

Homura foi o único jogo da foto acima que terminei. Ele pode parecer bobo de início, mas tem um sistema de pontuação bem atraente que te segura depois que você pega a manha da coisa. DoDonPachi Dai-ou-jou é um dos jogos mais díficeis já concebidos na face da terra, mas Ibara não fica muito atrás. Ambos são da Cave, assim como Espagaluda, que espero estar jogando em breve em busca de mais um orgulhoso 1CC. Nos Estados Unidos, Shikigami No Shiro 2 foi lançado como Castle Shikigami 2, e é famoso pela tradução bisonha dos diálogos entre personagens. Uma curiosidade pessoal sobre ele é que eu o ganhei numa brincadeira de amigo secreto internacional.

Coleção de Shmups do PLAYSTATION 2 - JUN 2010
VERTICAIS
Mushihimesama, Psyvariar Complete Edition (Medium Unit & Revision), Psyvariar 2 - Ultimate Final, Radirgy Precious, Raiden III, Sengoku Ace & Sengoku Blade (H), Shikigami No Shiro, The Shooting - Double Shienryu, Silpheed - The Lost Planet

A Psikyo foi generosa com o PS2 ao lançar compilações duplas de suas mais famosas séries no Japão, sendo o pack de Sengoku Ace e Sengoku Blade (horizontal) uma boa pedida para se ter em qualquer coleção. No PS2, terminei o primeiro deles, além de Radirgy Precious e Mushihimesama (modo Original). Mushihimesama é provavelmente o meu shmup favorito da Cave e um dos melhores de todos os tempos na minha opinião. Tudo nele é fantástico, e nunca me canso de jogá-lo uma vez ou outra. Como podem ver, o PS2 tem todos os Psyvariar e também o terceiro capítulo da série Raiden, além da continuação Silpheed - The Lost Planet, que é bastante criticada por aí mas não parece ser tão ruim.

Coleção de Shmups do PLAYSTATION 2 - JUN 2010
VERTICAIS
Space Invaders Anniversary, Space Raiders, Star Soldier, Strikers 1945 I & II, Trigger Heart Exelica Enhanced, Shooting Love - Trizeal, Twinkle Star Sprites, XII Stag

Star Soldier no PS2 é subestimado, e Star Raiders nem de longe é tão ruim como falam (ser um pouco diferente não é nenhum pecado). Trigger Heart Exelica tem alguns extras ausentes na versão do Dreamcast, enquanto Twinkle Star Sprites - La Petite Princesse é uma nova versão do título que está disponível também no Neo Geo, no Saturn e no Dreamcast, com novos e agradáveis gráficos. Deste pacote, XII Stag foi o único que terminei, um bom jogo que também contuma ser subestimado por ter sido lançado a preço popular somente no Japão e na Europa.

Coleção de Shmups do PLAYSTATION 2 - JUN 2010
RAIL
After Burner II, Galaxy Force II, Panzer Dragoon, Rez, Space Harrier, Space Harrier Complete Collection

Os polêmicos rail shooters, que alguns não consideram shmups legítimos, marcam presença com conversões matadoras de Galaxy Force II e Space Harrier. After Burner II é um pouco estranho porque a mira do avião não parece tão precisa quanto nas outras versões lançadas para outros consoles. E se você quer viajar na maionese enquanto atravessa cenários psicodélicos, então Rez foi feito para você.

Coleção de Shmups do PLAYSTATION 2 - JUN 2010
Coletâneas da Taito
Taito Legends, Taito Legends II, Taito Memories Vol. 1, Taito Memories Vol. 2, Taito Memories II Vol. 1, Taito Memories II Vol. 2

Os fãs dos jogos clássicos da Taito estão no paraíso com as coletâneas Taito Memories (lançadas somente no Japão) e Taito Legends (lançadas nos EUA e na Europa). Não somente elas contêm inúmeros clássicos de nave como Raystorm, Rayforce, Fighting Hawk, vários Darius e praticamente todos os Space Invaders, como também trazem conversões perfeitas de jogos que nunca tiveram versões próximas do arcade lançadas para um console, como Insector X, Master of Weapon, Cloud Master, Exzisus e Megablast.

Nas coletâneas acima, os jogos que terminei até agora foram Grid Seeker e Darius II.

Coleção de Shmups do PLAYSTATION 2 - JUN 2010
Série Oretachi Game Center
Moon Cresta, Rabio Lepus, Scramble, Sonic Wings, Terra Cresta, Thunder Cross, Time Pilot

A série Oretachi Game Center é o patinho feio do console. A ideia original era oferecer títulos clássicos de arcade em conversões perfeitas a um baixo preço. Infelizmente, todos os pacotes podem vir recheados de extras como um mini-CD e um mini-DVD, mas com a provável exceção de Rabio Lepus, Sonic Wings e Thunder Cross o fato de todos os demais jogos ocuparem um CD inteiro chega a ser uma piada de mau gosto. Moon Cresta em lançamento isolado para PS2? Tenha dó!

Além de Rabio Lepus e Sonic Wings, outro jogo destes que já terminei é o seminal Scramble da Konami.

Coleção de Shmups do PLAYSTATION 2 - JUN 2010
Outras coletâneas
Activision Anthology, Atari Anthology, Capcom Classics Collection, Capcom Classics Collection Vol. 2, Intellivision Lives!, Midway Arcade Treasures, Midway Arcade Treasures 2

Quem sente falta do Intellivision, do Atari 2600 ou dos jogos de arcade da Atari pode matar a saudade com três coletâneas bem legais, algumas delas recheadas de extras e com interfaces muito legais de se navegar. Enquanto isso, a Capcom e a Midway compilaram alguns de seus shmups nas coletâneas vistas acima, oferecendo variedade também em muitos outros gêneros. Quer encarar Forgotten Worlds, Legendary Wings, Eco Fighters, Varth, Robotron 2084 ou Sinistar em versões perfeitas no Playstation 2? Sim, você pode!

Coleção de Shmups do PLAYSTATION 2 - JUN 2010
Outras coletâneas
Namco Museum, Namco Museum 50th Anniversary, Sega Genesis Collection, SNK Arcade Classics 1, Tecmo Hit Parade

Nas demais coletâneas oferecidas pela Namco, Sega, SNK e Tecmo, é possível jogar preciosidades como Galaga Arrangement, Zaxxon, Last Resort e Star Force. Algumas das versões não ficaram muito legais, como o Dragon Spirit do Namco Museum 50th Anniversary, que estou jogando no momento e quase chegando ao final. Mas os pacotes valem a pena, pois oferecem uma diversidade sempre bem-vinda a qualquer acervo de jogos de nave.

Esta lista completa de shmups para o PS2 é fruto de muita pesquisa e muita paciência. Notem que não estão aparecendo aí versões alternativas de jogos, como aquelas que foram lançadas na Europa (Tengai = Sengoku Blade, por exemplo), ou os lançamentos isolados de Psyvariar Medium Unit e Psyvariar Revision, ambos presentes no Psyvariar Complete Edition.

Se você perdeber que deixei passar alguma coisa, não hesite em me deixar uma mensagem. No próximo artigo, preparem-se para a coleção completa de shmups do PC Engine!

Texto postado por Edward em 19 de Junho de 2010

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